Roteiro turístico do «New York Times» enaltece qualidades da Madeira

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O jornal norte-americano “The New York Times” publicou recentemente, um artigo sobre a Madeira, como um destino para as novas gerações, realçando as ofertas que a ilha apresenta ao nível do parque hoteleiro, do contacto directo com a natureza, da moderna rede viária e da actividades culturais, lazer e desportivas…

O autor do artigo Henry Alford  elogia, por outro lado, a capacidade de recuperação demonstrada depois do temporal de 20 de Fevereiro.
Henry Alford recorda que durante muitos anos a Madeira foi destino turístico vocacionado para as gerações mais velhas, com predominância para o mercado inglês, devido, sobretudo, à influência que os britânicos tinham na ilha.
Esta realidade tem vindo a mudar, e o autor apresenta a Madeira como um destino vocacionado para gerações mais novas, que procuram um destino de natureza e de aventura. A este respeito, Henry Alford é taxativo: «A Madeira não é Ibiza».
O clima primaveril ao longo do ano, constitui segundo o articulista, uma mais-valia para a promoção da Madeira, mas foi o Hotel Reid’s Palace que encantou o escritor que classificou-o de «primeira-dama da Madeira». Ali, Henry Alford perdeu-se nas memórias expostas em fotografias no quinto andar, realçando as presenças de Goerge Bernard Shaw a receber de dois instrutores uma aula de tango, em pleno relvado do hotel, em 1924. Impressionou-se com a presença de Winston Churchill a pintar o litoral de Câmara de Lobos, em 1950 e por muitas imagens de turistas idosos britânicos.
O articulista interroga-se acerca dos turistas actuais e garante que nada têm a ver com essas figuras do passado. Hoje, diz Henry Alford, no artigo inserto no “New York Times”, são muitos os jovens viajantes que são atraídos pela Madeira, onde a vida nos “hotéis boutique”, modernas estradas e noite, constituem «um complemento sedutor».
O artigo refere que a Madeira é privilegiada pelo cenário espectacular das falésias e pelas centenas de quilómetros das levadas que permitem longas caminhadas. O autor relata ainda a sua estada na Estalagem da Ponta do Sol «empoleirada no topo da falésia e do mar», comparando a sua experiência no espaço minimalista a uma aventura ao bom estilo de James Bond.
Henry Alford descreve uma caminhada por uma levada no alto da Ribeira Brava, no sítio da Boa Morte, organizada pelo hotel. O autor não esconde a satisfação pelo percurso realizado entre a floresta madeirense.
Crítico, o autor decidiu procurar duas deficiências turísticas da Madeira, apontando inicialmente para a escassez do património cultural e da ausência de praias. Dirigiu-se à Casa das Mudas, na Calheta, e ali encontrou uma retrospectiva de Man Ray que também havia sido mostrado em Paris, Nova Iorque e Haia.
Depois, sentiu-se atraído pela praia da Ponta do Sol, comparando-a uma «colecção de ovos de dinossauros». Henry Alford refere no artigo que foi um banho “delicioso”, mas um pouco rochoso. Daí que faça referência às opções dos banhistas madeirenses pela viagem de “ferry” de duas horas e meia até ao Porto Santo «cuja areia da praia cura reumatismo».
No roteiro pela noite do Funchal, o articulista refere que foi aconselhado por uma jovem recepcionista da Estalagem da Ponta do Sol a percorrer alguns bares da cidade. “Chega de Saudade” foi o ponto de partida, seguindo-se o “Café do Teatro”, a discoteca “Copacabana” no hotel projectado por Oscar Niemeyer. Henry Alford terminou o roteiro nocturno no espaço “Vespas”, a que denominou espaço combinado “hangar-like”. Primeiro o Marginal, depois o Jam e finalmente “Vespas”.
O autor mostrou-se ainda supreendido com a oferta ao nível das actividades na ilha que criou Cristiano Ronaldo, como o parapente, surf, pesca, levada, entre outras. Não esqueceu as peripécias de conduzir nos túneis, da viagem de teleférico, da descida de carros de cesto e da rota dos cetáceos.

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