Mundial2010: Holanda-Uruguai na primeira meia-final

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O seleccionador Bert van Marwijk considera que os jogadores da Holanda têm que enfrentar dois adversários na meia-final do Mundial de futebol: o excesso de confiança e o Uruguai.

"Entendo perfeitamente a euforia no país. É muito bonito, mas este tipo de situação já aconteceu no passado e as pessoas acabaram por ficar decepcionadas", referiu o técnico da Holanda, tentando baixar a onda de euforia.

Bert Van Marwijk alertou que é preciso levar muito a sério o jogo com o Uruguai, ainda que considere ser difícil no plano mental voltar a ter os pés no chão, depois de a sua equipa eliminar o Brasil nos quartos-de-final (2-1).

"Há dois anos que tento fazer com que os jogadores entendam que para serem campeões do Mundo devem ser brilhantes continuamente e nunca relaxarem", acrescentou ainda o técnico.

Na terça-feira, no estádio Green Point, na Cidade do Cabo, a Holanda, com um "renovado" rótulo de favorita, defronta o Uruguai, que regressa 40 anos depois aos grandes momentos, na meia final do Mundial2010 da África do Sul.

O cenário parecerá improvável se recuarmos até aos prognósticos iniciais para o campeonato do Mundo de futebol, mas o certo é que o Uruguai, único resistente sul-americano, voltou à ribalta e a Holanda somou créditos ao derrotar o Brasil.

Será a segunda vez que as equipas "celeste" e "laranja" se encontram em fases finais de um Mundial: a única vez que isso aconteceu antes foi em 1974, com a Holanda – que perdeu a final com a Alemanha (2-1) – a vencer o Uruguai ainda na fase de grupos.

Ainda que os uruguaios tenham no seu currículo dois títulos mundiais (1930 e 1950), não chegavam a uma meia final da competição há 40 anos, quando em 1970, no México, foram derrotados pelo Brasil (3-1).

Para a Holanda, mesmo sem títulos, na história mais recente está a meia-final do mundial de França98, em que a selecção "laranja" foi derrotada também frente aos "canarinhos" (1-1, 4-2 nas grandes penalidades).

O sonho dos holandeses – que neste Mundial têm trunfos como Sjneider ou Robben -, é reviver os tempos de Johan Cruyff, quando a equipa chegou à final em 1974, e quatro anos depois na Argentina (1-3 após prolongamento), já sem o mítico capitão.

Nos "charruas", alcunha pelos quais são conhecidos os uruguaios, a grande estrela da equipa é Diego Forlan (três golos no Mundial), mas o jogo de terça feira terá algumas baixas importantes.

O médio Lodeiro falha o resto da competição, devido a lesão, e o avançado Luis Suarez, expulso frente ao Gana, ao salvar em cima da linha com a mão um golo nos instantes finais, irá cumprir castigo.

Oscar Tabarez, o seleccionador do Uruguai, está ciente das dificuldades que se apresentam, mas não desanima: "Sabemos que devemos fazer um jogo perfeito", disse, a propósito do jogo de terça feira.

Não "abre o jogo" sobre o "onze" que vai apresentar, nomeadamente quanto à presença do capitão e defesa central Lugano (lesionado no joelho contra o Gana).

"Geralmente falo sobre a equipa, mas há jornalistas que não respeitaram a porta fechada. Há informações que saem, veremos quem tem razão", disse.

Tabarez reafirma que a situação actual "é diferente" da vivida em 1950, em que "não se perdia um jogo". Por isso, é "irrealista" considerar que o Uruguai se vai recolocar como uma grande potência do futebol.

"Hoje, há jogadores do nosso país que emigram, partem muito novos, por isso temos um campeonato do terceiro mundo, com recursos futebolísticos que se esgotam", disse. "Logo, se ganhamos jogos, não altera nada, é preciso ter uma visão global, para tapar o abismo económico face às outras nações".

O favoritismo da Holanda é assumido – "é assim" – mas adverte que "tudo é possível". "Reconhecemos que podemos perder, mas ninguém sabe o que se vai passar. Sabemos que devemos fazer um jogo perfeito, mas tudo é possível".

"Enfrentamos uma grande responsabilidade. Há 40 anos que não chegávamos à meia final. Há gente do Uruguai, crianças e jovens, que nunca viram uma coisa assim. Aliás, ninguém acreditava que isso pudesse acontecer. Este Mundial é como uma festa para a qual não fomos convidados, mas nela continuar só depende de nós", disse Tabarez.

 

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