“Somos de vários países e o que nos une é a língua portuguesa”

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Mário da Silva, Janny Moreira e Pedro Valente vieram juntos da Venezuela. Mário é filho de portugueses naturais de Minas de Lousal, no concelho de Grândola. Inscreveu-se neste Encontro de Jovens porque queria voltar a Portugal, já que ao visitar a terra dos seus pais está sempre “a aprender mais sobre a nossa cultura”. Mário da Silva integra a direcção da Associação de Luso-descendentes da Venezuela e viu neste encontro uma oportunidade de fazer contactos com outros jovens de ascendência portuguesa. “Falamos com outros jovens, de outros países e já partilhamos ideias e projectos”, sublinhou Mário que «sonha» com uma organização de luso-descendentes a nível mundial.

Também Janny Moreira elogia estas iniciativas, sublinhando que a oportunidade de dialogar com vários “colegas” foi o seu objectivo. A ligação do luso-venezuelano a Portugal é também muito próxima. O pai é natural de Coimbra e a mãe, venezuelana, é filha de portugueses, da Maia. Refira-se que Janny Moreira é o presidente da Associação de Luso-descendentes da Venezuela e foi o seu fundador, há dez anos atrás.

Pedro Valente também veio da Venezuela e sente que o Encontro foi o espaço ideal para a troca de experiências. “Foi importante contactar outras pessoas que têm uma mesma finalidade que nós: juntarmo-nos e podermos encontrar-nos noutros países”, sublinhou Pedro Valente, que destacou ainda a forte ligação que os três amigos da Venezuela têm com Portugal. “As nossas raízes trazem-nos aqui, por isso, sempre que temos uma oportunidade, viemos”.

Natural de Guimarães, 27 anos, João Anselmo Ribeiro foi para Munique aos 15 anos, com os seus pais.

Esteve em Portugal pela última vez em 2006 e regressou agora, aos 27 anos, para participar no Encontro de Jovens. Trabalha no “único restaurante português de Munique” e agradece ao patrão, lisboeta, o incentivo recebido para participar no Encontro. “Estive uma única vez em Lisboa, em 1998, para visitar a Expo e nunca visitei o Algarve”, conta João que dizia esperar “levar um pouco mais e Portugal para a Alemanha”. “Quando me perguntarem algo sobre Lisboa, já vou poder responder”, brincou. Sobre o contacto com outros luso-descendentes, sublinha que têm “alguma coisa em comum”. “Falamos línguas diferentes, mas entendemo-nos através da língua portuguesa”, congratula-se.

Aos 28 anos, Eduardo Cardoso Reis veio a Portugal pela segunda vez. O avô, natural da Sertã, ensinou-o a sentir Portugal como a sua segunda Pátria. “Adoro Portugal, é um país lindo, com uma história fantástica. Foi o meu avô, Abílio Cardoso, que me transmitiu esta ligação ao seu país”, explicou ao O Emigrante/Mundo Português.

Sobre o Encontro de Jovens, disse ter-lhe dado a oportunidade de aprender um pouco mais sobre a cultura dos outros países de onde são originários alguns dos jovens com quem conviveu.

Eric Barrros Gonçalves e Jonathan Dias viajaram dos Estados Unidos para conhecer outros jovens que também adoram Portugal mas que vivem noutros países. Eric tem 22 anos e vive em Bridgeport. Aprendeu a falar e a escrever português com os país e restante família. Família que é natural de Lisboa e de Chaves (Vivela do Tâmega). Sobre o Encontro de Jovens, elogiou a iniciativa e garantiu ter encontrado novos amigos.

Também Jonathan Dias tem 22 anos e vive nos Estados Unidos (Shelton). A família portuguesa é de Chaves e ensinou-o a falar português e a ter orgulho em Portugal. Acha que ser português é o que o diferencia dos outros americanos e gosta muito de estar em Portugal.

Jorge Valente nasceu em Macau mas já esteve em Portugal quando acabou secundário. Depois foi à aventura da descoberta da Europa e viveu em Londres durante oito anos até que acabaria por voltar para Macau. Confessa que a ideia que tem de Portugal foi formada há dez anos quando cá esteve, mas tem acompanhado o desenvolvimento de Portugal como nação integrante de uma Europa que é muito admirada na Ásia. Filho de pai português, nascido em Lisboa na zona de Belém, tem mãe madeirense que sempre viveu em Lisboa e não descarta uma hipótese de tentar uma experiência profissional em Portugal que este jovem especialista em tecnologias de informação de 32 anos considera bastante moderno e desenvolvido.

Natasha Clemente também falou com O Emigrante/ Mundo Português. Fala-se de Portugal e os olhos desta jovem brilham de puro êxtase. “É o meu país nasci aqui” – confessa com um certo orgulho. Aos dez anos foi com os pais para os arredores de Paris, mas nunca esqueceu Portugal, “para mim é e será sempre o meu país aqui tenho a minha família e as melhores recordações da minha infância”.

Actualmente estuda direito em França, mas pensa seriamente regressar apesar da crise porque o amor a Portugal é tão grande que a isso a obrigará, afinal “a crise portuguesa vale sempre mais do que a crise francesa”…

Frederico Passadouro tem 33 anos de idade e nasceu em França e dedica-se à construção civil “sou construtor civil, compro terrenos faço apartamentos que alugo aos franceses”. Os bancos portugueses em França são os grandes parceiros da sua actividade a garantirem o financiamento para construir cada vez mais. Também para este jovem empresário, Portugal está no seu coração porque como diz “é o único pais do mundo onde as nacionalidades não se perdem. Os portugueses saem para o estrangeiro, mas mesmo ao fim de trinta anos continuam a ser portugueses” assim aconteceu com os pais naturais da freguesia dos Milagres em Leiria. “Sou de cultura francesa mas o coração é bem português” diz-nos num português fluente e sem sotaque. Diz com orgulho que nunca estudou a língua e se fala assim isso deve-se apenas ao interesse pelas coisas portugueses.

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