Dezasseis grande empresas portuguesas vão dar-se a conhecer em Wall Street

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O ministro das Finanças está hoje em Nova Iorque, Estados Unidos, acompanhado por executivos de 16 grandes empresas portuguesas cotadas no PSI-20, para encontros com grandes investidores americanos. A missão, organizada pela Euronext Lisboa e pelo Banco Espírito Santo Investimento (BESI), pretende levar os investidores norte-americanos a apostarem em Portugal, numa altura em que se joga a imagem externa do país.

As reuniões prolongam-se até quarta-feira e pretendem “num momento tão delicado como este, devido ao impacto da Grécia no mercado de acções”, mostrar que as empresas portuguesas têm “uma oportunidade de se apresentarem, de forma profissional, aos grandes investidores norte-americanos”, explicou Miguel Athayde Marques, presidente da Euronext Lisboa.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da bolsa portuguesa acrescenta que “do outro lado, os grandes investidores americanos também estão com curiosidade de saber como estão as empresas da zona euro e, consequentemente, de Portugal. Juntam-se aqui interesses mútuos”.

Das 16 empresas cotadas no PSI-20, onze levam os seus presidentes executivos para terem 230 reuniões com 85 grandes investidores americanos na bolsa de Nova Iorque. Um recorde que é medido pelo interesse que Portugal despertou nas grandes praças internacionais, para o bem e para o mal, após o ataque dos mercados à economia portuguesa.

A missão, tanto do ministro das Finanças como dos gestores será de “explicar e clarificar juntos dos grandes investidores, as medidas que estão a ser tomadas em Portugal e acentuar as diferenças em relação a outros países, como a Grécia”, afirmou à Lusa José Maria Ricciardi, presidente do BESI.

Miguel Athayde Marques considera fundamental que “as empresas portuguesas digam porque são diferentes, apresentem os seus projectos internacionais e qual é a sua estratégia porque os investidores americanos têm um desconhecimento em relação às empresas portuguesas”.

O presidente da Euronext Lisbon diz que esta visita terá “um efeito positivo” até porque dos 58 por cento de liquidez da bolsa portuguesa pertence a investidores estrangeiros com “um grande fluxo de Londres”. Por isso, “temos de fazer um esforço para dar a conhecer as empresas portuguesas no coração das praças financeiras como é Wall Street”.

Para o presidente do BESI, esta é “uma das melhores e maiores embaixadas empresariais de sempre nos Estados Unidos”. José Maria Ricciardi acrescentou à Lusa que, de todas as reuniões programadas, se vai dar a conhecer “os nosso excelentes indicadores de competitividade e a nossa sustentada estratégia de internacionalização, designadamente para o Atlântico Sul”.

Seguem para Nova Iorque, entre outros, os presidentes executivos Carlos Santos Ferreira (BCP), Ricardo Salgado (BES), Vasco Mello (Brisa), Francisco Lacerda (Cimpor), António Mexia (EDP), Ana Maria Fernandes (EDPR), Manuel Ferreira de Oliveira (Galp), Luís Palha (Jerónimo Martins), Zeinal Bava (PT), Rui Cartaxo (REN), Bianchi de Aguiar (Sonae Indústria) e Rodrigo Costa (ZON).

Na quarta-feira, estarão todos, juntamente com Teixeira dos Santos, a abrir a bolsa norte-americana, tocando o tradicional sino de abertura de sessão.

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