Investigador português recebe bolsa europeia por estudo sobre biologia evolutiva

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Henrique Teotónio, investigador do Laboratório Associado de Oeiras, no Instituto Gulbenkian de Ciência recebeu uma das 240 prestigiadas bolsas do European Research Council (ERC) deste ano. O investigador foi escolhido entre 2503 candidaturas, proveniente de 24 países. Num valor de 1,8 milhões de euros, a bolsa distingue a proposta de estudar e elucidar as bases genéticas subjacentes à evolução e adaptação da biodiversidade.

Esta é a segunda bolsa ERC Starting Grant atribuída a investigadores do IGC este ano. Já Rui Costa, investigador do Programa Champalimaud de Neurociências no IGC tinha visto a sua investigação na área das neurociências premiada com uma bolsa no valor de 1,5 milhões de euros.
Esta bolsa, com a duração de cinco anos, permitirá a Henrique Teotónio estabelecer uma experiência de evolução experimental em larga escala, recorrendo ao nemátodo Caenorhabditis elegans (um verme não parasitário).
Henrique Teotónio explica que a sua equipa vai trabalhar com 90 populações diferentes de Caenorhabditis elegans, mantendo-as e reproduzindo-as em diferentes ambientes e sistemas de reprodução sexuada.
“Analisaremos os seus fenótipos (como a fertilidade masculina, o tamanho do corpo, a capacidade de aprendizagem, robustez face a mudanças), e relacionaremos fenótipo com a estrutura genética subjacente e as alterações genéticas que acompanham a adaptação das populações às novas condições. Ao todo, contamos medir mais de 10 mil fenótipos e analisar cerca de um milhão de genótipos (a constituição genética de uma célula)”, explica.
A equipa de investigação desenvolveu já grande parte do trabalho de base necessário a esta experiência sem precedentes. “Tanto quanto sabemos, o sistema que montámos no IGC é único no mundo e nenhum outro laboratório dispõe de material biológico da qualidade do nosso, ou está a integrar tantas abordagens como as que nos propomos utilizar. A nossa expectativa é que os nossos resultados terão grande impacto em Biologia Evolutiva, com implicações para a compreensão da biodiversidade”, acrescenta.
Depois de ter obtido o Doutoramento em 2000 na Universidade da California, Irvine, Henrique Teotónio fez um pós-doutoramento na Universidade de Oregon, Eugene, e estabeleceu o grupo de Genética Evolutiva no Instituto Gulbenkian de Ciência, Oeiras.
Os interesses científicos do grupo centram-se no estudo do processo de adaptação a novos ambientes utilizando para isso técnicas de evolução experimental no nematodo Caenorhabditis elegans.
Uma caracterização dos efeitos da selecção natural, recombinação e mutação são feitos quer ao nível da ecologia quer ao nível de variação de sequências de ADN nas populações experimentais.

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