Espanha: Estradas são fatais para 40 portugueses por ano

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Investigação do Real Clube Automóvel de Espanha publicado pelo jornal Diário de Notícias revela que portugueses são dos condutores que mais morrem  naquelas estradas. Um dado que já levou as autoridades espanholas a realizar campanhas contra a fadiga. Todos os anos, em média, 40 portugueses perdem a vida nas estradas espanholas. Grande parte, concluem as autoridades locais, por causa do cansaço.
No país de passagem para milhares de emigrantes portugueses no regresso a Portugal, um estudo do Real Automóvel Clube de Espanha (RACE) conclui que 11 por cento das vítimas estrangeiras são de nacionalidade portuguesa. O mesmo relatório indica 35 mortes em 2005, 40 no ano seguinte e 47 em 2007. Em 2008, o número de vítimas mortais manteve-se. O valor é particularmente elevado visto que os portugueses são a 14ª comunidade estrangeira em Espanha, representando cerca de 2,5 por cento da população não-espanhola no país.
Os dados estatísticos são os únicos possíveis. Em França, apurou o DN, o número de portugueses mortos não é contabilizado – porque a Comissão Nacional de Protecção de Dados impede que as estatísticas distingam nacionalidades e religiões.
A embaixada e o consulado também não tratam esta informação. Uma preocupação que, segundo o juiz Nuno Salpico, deveria ser tida em conta. O presidente do Observatório de Segurança das Estradas e das Cidades, o juiz Nuno Salpico, disse ao DN que esta seria uma forma de “promover a cooperação entre os países”, de forma a prevenir o brutal número de acidentes, em que todos os anos dezenas de portugueses perdem a vida. Para o responsável, a época de férias proporciona um grande “fluxo de portugueses nas estradas”.
José Manuel Trigosos, à frente da Prevenção Rodoviária Portuguesa, diz que na década de 90 chegaram a entrar 360 mil automóveis portugueses em Espanha. Nessa altura o cenário da sinistralidade era negro, recorda. “Os condutores eram menos experientes e faziam poucos períodos de descanso”, refere. As autoridades espanhola, francesa e portuguesa reuniram-se numa acção de sensibilização que passou por criar várias áreas de repouso. Nos últimos anos a sinistralidade baixou, a par de muitos emigrantes que escolhem os voos de baixo custo deixando o carro em casa.
Até ao fecho desta edição, pelo menos sete portugueses já tinham morrido este ano nas estradas espanholas em vários acidentes de viação que causaram pelo menos 20 outros feridos de nacionalidade portuguesa, segundo um balanço recolhido pela Lusa. Grande parte das vítimas são trabalhadores, muitos oriundos do Norte de Portugal e que se deslocavam para ou de regresso do trabalho em Espanha.
A maioria dos acidentes tem ocorrido nas zonas de León, Palência e Galiza, envolvendo quase sempre carrinhas que transportam trabalhadores para obras espanholas ou de regresso a casa.
Foi o caso do acidente ocorrido no dia 17, na zona de Segóvia, que causou quatro mortos, um deles de nacionalidade portuguesa, e um ferido, também de nacionalidade portuguesa.
No passado dia 22 de Junho dois portugueses morreram e quatro ficaram feridos num acidente na zona de Toledo, dias depois de um bombeiro ter morrido e quatro outros ficado feridos, num despiste da ambulância em que seguiam.

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