Luxemburgo: Desemprego cresce entre a comunidade portuguesa

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O desemprego entre os portugueses no Luxemburgo tem vindo a crescer nos últimos anos mas as medidas de protecção social têm vindo a atenuar os efeitos da crise.

As medidas de protecção social têm atenuado os efeitos da crise e evitado situações dramáticas entre a comunidade portuguesa no Luxemburgo que vê a taxa de desemprego entre os portugueses crescer todos os anos. “O Luxemburgo não está a criar os postos de trabalho que antigamente criava e as vagas de emigração que têm vindo de Portugal não conseguem ser absorvidas pelo mercado local”, denunciou Luís Barreira, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Luxemburguesa em declarações à agência Lusa.
Segundo as últimas estatísticas oficiais, no Luxemburgo vivem 80.951 portugueses, 3.700 dos quais estão desempregados, correspondendo a cerca de 30 por cento do total da população sem emprego no Grão-ducado.
Mas Luís Barreira, avança também que, mais do que a crise, são as fracas qualificações dos trabalhadores que explicam o número de desempregados portugueses no Luxemburgo. “Já não existe emprego no Luxemburgo para pessoas com poucas habilitações e que vêm de trabalhos indiferenciados”, admitiu, avançando que os empresários podem estar também a aproveitar “o clamor da crise para se libertarem de alguns funcionários mais antigos”.
Segundo Luís Barreira, entre os empresários, a actividade no sector da construção civil, onde se instalaram muitos portugueses, sofreu “um abrandamento” principalmente na área da habitação mas acabou por ser compensado pelo investimento do Governo em obras públicas.
Também o conselheiro social da Embaixada de Portugal no Luxemburgo, Carlos Correia, admite um “ligeiro aumento” do desemprego entre os portugueses, adiantando, no entanto, que não há na embaixada nem no consulado registo de portugueses em “situações críticas”. “A protecção social no Luxemburgo é muito forte e, por enquanto, quer ao nível da saúde, quer do emprego tem conseguido fazer face à situação de crise”, refere.
Coimbra de Matos, da da Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo, afirma que os subsídios sociais têm-lhes permitido às pessoas “ter sempre alguma coisa”.
Por seu turno, o conselheiro das Comunidades, Eduardo Dias, fala de uma “ideia errada” de crise. “Há determinados sectores e empresas que dependem mais do exterior que são confrontadas com esse tipo de problemas. As que operam no mercado nacional ou europeu não tem qualquer tipo de problema”, diz.

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