Canadá: Cônsul em Toronto defende lobby económico para apoiar portugueses na política

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A cônsul de Portugal em Toronto, Maria Amélia Paiva, defende a criação de um lobby empresarial na comunidade portuguesa que apoie candidatos lusos à política no Canadá, por acreditar que “há já empresários que dão algum apoio, mas pode ir-se bem mais longe”.
Em declarações à Lusa, a diplomata considera que, para impulsionar um maior envolvimento político, “deveria criar-se um lobby económico de empresários luso-canadianos que desse apoio a candidatos portugueses”.
 “A comunidade [de origem portuguesa] é muito diversificada e é bastante dinâmica e está razoavelmente bem integrada nas áreas económica e social e na vida cultural. Mas há um défice na vida política que pode e deve ser superado”, frisou.
No fim de quase quatro anos na chefia do maior consulado português no continente norte-americano, Maria Amélia Paiva elogia a evolução da comunidade, mas alerta para o isolamento dos idosos e para o insucesso e abandono escolar dos jovens. “Temos mais portugueses agora nas universidades canadianas do que tínhamos há dez anos. Há que continuar a estimular esta trajectória”, defende.
Sobre as deportações de portugueses em situação irregular no Canadá, que marcaram boa parte da sua missão de cônsul, Amélia Paiva diz que não tem tido contactos ultimamente com as autoridades canadianas sobre a questão, mas reconhece que “a comunidade continua a manifestar as suas preocupações”.
A área consular de Toronto serve 180 mil portugueses inscritos, repartidos por 170.800 no Ontário (incluindo Grande Toronto) mais 8.200 em Manitoba (província vizinha do Ontário englobada na jurisdição da mesma representação diplomática).
Porém, a dimensão da comunidade portuguesa na região atingirá “entre 250 mil e 300 mil portugueses e luso-descendentes”, englobando milhares que não recorrem aos serviços consulares.
A diplomata granjeou grande carinho da comunidade, com individualidades e instituições a assinalarem em inúmeros eventos públicos o seu apreço e reconhecimento à sua actuação. Um desses momentos foi o prémio “Envolvimento Cívico”, que recebeu, em Fevereiro deste ano, da Federação de Empresários e Profissionais Luso-Canadianos (FPCBP).
“Foi um sinal do relacionamento de diálogo e de parceria que estabeleci com as organizações no sentido de criar caminhos de união, e tendo em conta dois vectores: a promoção da língua e da cultura portuguesas e o incentivo a uma maior participação cívica e política”, indicou Amélia Paiva à Lusa.
Maria Amélia Paiva rumará em finais de Agosto para o consulado de Portugal em Newark, nos EUA, onde existe uma grande comunidade portuguesa, estimada em 75 mil pessoas.

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