Consulados: Greve deverá provocar amanhã encerramento generalizado de serviços consulares – Sindicat

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O Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas (STCDE) confirmou a paralisação prevista para amanhã dos serviços das embaixadas, consulados portugueses e centros culturais do Instituto Camões por todo o mundo.

Numa nota divulgada à imprensa, o sindicato refere que os trabalhadores “não aceitam ser excluídos do regime da função pública portuguesa” e  remetidos para as leis locais dos países onde se encontram, “mesmo sem direitos sindicais e de negociação”.

“É grande a indignação que  vem sendo transmitida pelos trabalhadores ao serviço do Estado português por todo o mundo, os serviços externos do MNE (Ministério dos Negócios Estrangeiros), que agora certas leis designam como «periféricos»”, lê-se no comunicado.

 

Anulado segundo dia de greve

 

O sindicato refere ainda que embora “bastantes trabalhadores” tivessem defendido um segundo dia de greve – que teria lugar no dia 12 deste mês – a maioria decidiu não levar adiante a proposta, mas sublinha que deverão “voltar a novas lutas” o mais tardar  “quando chegar o momento de renegociar” o estatuto profissional. Num comunicado divulgado ontem, o STCDE diz que neste momento, um dia de greve basta “para mostrar que não aceitamos ser colocados fora da função pública”, mas acrescenta que “se mostraram especialmente aguerridos” os funcionários dos postos consulares onde há “grande carência de pessoal”, dos quais sobressai Roterdão, “reduzido a metade dos efectivos, sem chefias intermédias e sem técnico na área social, mas confrontado com graves problemas na protecção consular”.

 

Trabalhadores manifestam-se na Suíça

 

Na Suíça, trabalhadores vinculados e contratados, afectos à Embaixada de Portugal em Berna, aos consulados gerais em Genebra e Zurique e ainda aos escritórios consulares em Sion e Lugano e à Missão Permanente de Portugal nas Nações Unidas, em Genebra, subscreveram um abaixo-assinado onde manifestam o “descontentamento” pela “actualização salarial em falta” e pelo estatuto profissional.

Endereçado ao MNE, ao Ministério das Finanças e à Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas e ainda aos deputados com assento na Assembleia da República e aos conselheiros das comunidades, o abaixo-assinado informa que os subscritores vão manifestar-se mas mesas de eleições e de apoio entre os dias 5 e 7 de Junho, durante o acto eleitoral para as Europeias, com a colocação de uma faixa negra com os dizeres «estamos de luto e em luta pela nossa actualização salarial em falta e pelo nosso estatuto profissional».

Os trabalhadores consulares e dos Centros Culturais marcaram para 4 de Junho uma greve geral por considerarem que “a situação político-sindical”, está a evoluir “de forma inaceitável”. A decisão foi tomada em Paris, em Maio, durante a assembleia-geral do Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas (STCDE).

Em declarações a O Emigrante/Mundo Português, o secretário-geral do STCDE, Jorge Veludo, afirmou que os membros do sindicato decidiram cumprir um dia de greve, pelo que consideram ser o “«involuir» da situação” nas negociações relativas a três questões – o estatuto profissional, o sistema de avaliação e a actualização salarial dos funcionários consulares e dos Centros Culturais do Instituto Camões.

A.G.P.

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