Taxi estão de volta com novo trabalho

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«Não sei se sei» marca o regresso de uma das maiores bandas portuguesas de sempre e que perdurou no tempo mesmo depois de abandonarem os palcos. Ninguém esquece os míticos «Cairo» ou «Chiclete» que ainda hoje fazem parte das preferências musicais de miúdos e graúdos. Em entrevista a O Emigrante/Mundo Português admitem que sentem orgulho por ver que as suas músicas perduram no tempo.

Os olhos estão postos no futuro mas é impossível não recordar músicas como “Cairo” ou “Chiclete” quando pensamos nos Taxi. O Emigrante/ Mundo Português falou com o grupo portuense sobre este regresso e os planos para o futuro. Em entrevista, os Taxi não esquecem o carinho dos portugueses que vivem no estrangeiro e mostram-se muito entusiasmados com esta nova fase. Os portugueses agradecem…

Um regresso muito desejado. Porquê agora?
A resposta mais sincera talvez seja – porque só agora é que o novo álbum de originais está mesmo pronto a sair. No entanto este é um regresso que tem vindo a ser preparado e programado desde há 3 anos para cá.

Houve algum motivo especial para se juntarem de novo? Continuaram em contacto durante estes anos de interregno?
Os Taxi nunca se separaram, até porque o principal factor da nossa união foi a existência de uma grande amizade que sempre existiu entre nós e que já vinha de tempos anteriores à formação dos Taxi, amizade essa que, ao longo dos anos, sempre nos fez estar em contacto uns com os outros.
No entanto, apesar de nos termos reunido “musicalmente” por várias vezes para dar alguns concertos, só em 2006 durante os ensaios de preparação de um concerto que demos na Casa da Música, é que surgiu a ideia e a vontade de compor novos temas com o objectivo de editarmos um novo álbum de temas originais.

Continuaram sempre ligados ao mundo da música?
Nem todos… mas uma coisa é certa… o mundo da música continuou sempre ligado a nós… e o “bichinho” da música também esteve sempre vivo em nós.

Têm a noção que os mais novos conhecem as vossas músicas. Sentem-se orgulhosos disso?
Claro. Quando, nos nossos concertos, temos à nossa frente um público de todas as idades a entoar entusiasticamente as nossas canções, todos nós sentimos um enorme orgulho e satisfação por vermos que as nossas músicas perduraram no tempo.

Acham que vivemos numa altura em que há alguma tendência para a nostalgia e por isso são muitas as bandas antigas que estão a voltar?
Realmente achamos que estamos a viver uma época de nostalgia que abrange as mais variadas áreas criativas.
No que diz respeito à música, temos assistido ao regresso de algumas grandes bandas que ou tinham simplesmente “desaparecido” ou até, em tempos idos, já tinham anunciado o seu fim. Algumas até podem ter voltado à composição e aos palcos simplesmente por razões financeiras, mas também acreditamos que a maioria só “regressou” talvez por terem sentido que ainda teriam algo a dizer com a sua música. E pondo de lado as motivações que originaram todos estes regressos, será que alguém fica aborrecido por este período nostálgico nos ter dado a possibilidade de poder ouvir, ver ou rever, “ao vivo”, algumas das maiores lendas da música?

Têm saudades dos anos em que eram uma das bandas mais ouvidas?
Poucos serão aqueles que não têm saudades da sua juventude e que muito dariam para a poderem viver uma segunda (ou terceira) vez…

Vão cantar em português?
Sim. O novo CD irá ter 10 novos temas originais em português. No entanto um deles terá uma pequena particularidade, porque está acompanhado de tradução…

Já tocaram para as comunidades portuguesas lá fora. Qual é a sensação?
Fantástica. Sentir o calor e o acolhimento de um público entusiasta que, embora longe de Portugal, conhece e canta os nossos temas na nossa língua, é algo que jamais se esquece.

Estão previstos concertos no estrangeiro junto das comunidades portuguesas?
Tudo irá depender dos convites que entretanto venham a surgir. Neste momento estamos em fase de preparação e marcação de concertos, mas ainda não sabemos precisar para onde, esses concertos, estão a ser marcados.

Como vêm o estado da música em Portugal? Acham que continua a passar pouca música portuguesa nas rádios?
O lançamento deste novo trabalho fez com que ficássemos mais atentos à produção musical do nosso país. E na nossa opinião, nunca houve tanta música portuguesa e de tão variados géneros a ser editada e tocada pelas rádios, como está a haver neste momento. No entanto quantidade, nem sempre quis dizer qualidade…

Das novas bandas ou cantores portugueses a quem davam um “disco de ouro”?
A todos os que, com maiores ou menores dificuldades, se entregam, persistem e lutam pela criação e divulgação da boa música portuguesa.

Quando sai o novo álbum?

As previsões apontam para meados de Maio/09.

Vão mudar o estilo de música ou pelo contrário vão manter o mesmo rumo?
O rumo será o mesmo. E se achamos que para quem já nos conhece, irá ser muito fácil reconhecer o som Taxi neste novo trabalho, para quem ainda não nos conhece, este álbum irá trazer uma boa surpresa.

22 ANOS DEPOIS ESTÃO DE VOLTA
“Não sei se sei” marca regresso desejado

O novo álbum dos Taxi, que vai estar nas lojas a 22 de Maio, quebra um interregno de 22 anos. Nascidos em 1979, os portuenses Taxi marcaram a década de 80 e agora estão de volta com a sua formação inicial.
Apresentando-se com a sua formação inicial, com João Grande (voz), Henrique Oliveira (guitarra), Rui Taborda (baixo) e Rodrigo Freitas (bateria), os Taxi estão de volta depois de um interregno de 22 anos. Chiclete, Rosete, Cairo, Fio da Navalha e Hipertensão, são alguns dos temas mais emblemáticos desta banda do Porto que deixou muitas saudades no panorama da música portuguesa. De facto, este é um dos regressos mais desejados aos palcos. Quase duas décadas depois de terem lançado o álbum em inglês “The Night” os Taxi regressaram aos palcos em 2006 e este ano lançam um novo trabalho.
Os Taxi iniciaram a sua carreira em 1979, ano em Portugal vivia ainda as consequências do 25 de Abril. Dois anos depois lançaram um album homónimo que daria início a uma carreira marcada por uma certa irreverência e que muitos fãs conquistou. Em 1982 os portugueses puderam ter contacto com o emblemático Cairo que revolucionou também o marketing musical: a caixa de alumínio em formato de Taxi surpreendeu tudo e todos e transformou-se numa autêntica peça de colecção. Ainda hoje é considerado como um dos melhores albuns portugueses de todos os tempos. Em 1983 lançam “Salutz” que leva os Taxi a muitos palcos no estrangeiro. Em 1987 lançam “The Night” o derradeiro album, seguindo-se um hiato de duas décadas.

Ana Rita Almeida
ralmeida@mundoportugues.org

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