Sector do Vinho em Portugal exporta 600 milhões de euros – Jaime Silva

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Mais de meia centena de expositores, na sua maioria empresas ligadas ao sector vitivinícola, participaram,  no Pavilhão Municipal de Exposições do Cartaxo, na XXI edição da Festa do Vinho. O certame pretendeu, mais uma vez “promover o concelho através do seu ex-libris, o vinho”. Inaugurado pelo Ministro da Agricultura – Jaime Siva- o mesmo referiu que este sector o sector vitivínicula em Portugal representa mais de 200 mil empregos, “seiscentos milhões de euros na exportação, e temos que mostrar isto aos portugueses”…

Integrado no projecto Cartaxo Capital do Vinho, o evento é considerado o palco privilegiado de encontro de produtores de vinho, tertúlias e confrarias enófilas. A inauguração foi marcada pela Bênção do Vinho, como forma de pedir a intervenção divina para que o ano seja de bons vinhos, que haja pujança vinícola e qualidade nos néctares produzidos na região. Para além de uma mostra do tecido económico da região, houve provas de vinhos e uma diversificada oferta da gastronomia regional nas oito tasquinhas participantes no certame.
Entretanto, a problemática das Adegas Cooperativas foi o tema de um seminário, realizado no Auditório do Museu Rural e do Vinho Cartaxo, numa organização da Câmara Municipal, da Associação de Municípios Portugueses do Vinho e da Federação Nacional das Adegas Cooperativas. Outra das vertentes da Festa foio tradicional concurso de vinhos, que este ano contará com um total de 78 néctares em disputa. E como estamos no “coração” do Ribatejo,  dezenas de campinos vestidos a rigor e montados a cavalo desfilaram pelas ruas da cidade, durante o fim-de-semana, à semelhança do que acontece desde 1990, naquela que é uma oportunidade para o público observar a mestria dos campinos na condução dos cabrestos.
A Federação Nacional das Adegas Cooperativas promoveu, no Cartaxo, um seminário destinado a divulgar os apoios que estão à disposição das adegas cooperativas, divulgar experiências de internacionalização e apresentar o projecto “Vinho e Saúde”, que visa a promoção do consumo moderado de vinho. O sector vitivinícola nacional regista sinais de melhoria, sendo uma área onde se continua a investir “apesar da crise”, disse ao Emigrante/Mundo Português o secretário-geral da Fenadegas. Manuel Costa e Oliveira, secretário-geral da Fenadegas. O ministro da Agricultura, sublinhou igualmente a importância de um “dos grandes sectores da agricultura portuguesa”, que, apesar da crise que afecta a todos, é “dinâmico, investe milhões de euros e ganha prémios lá fora”.
“Falamos da AutoEuropa, da Qimonda, e esquecemos que o sector vitivinícola nacional representa mais de 200.000 empregos e 600 milhões de euros de exportações”, disse Jaime Silva. Declarando ter “orgulho” na vitivinicultura nacional, por ser “gratificante” ver um sector dentro da agricultura que investe. As adegas cooperativas são responsáveis por cerca de metade da produção de vinho nacional (400 milhões de garrafas), havendo já 20 a 25 por cento das 119 adegas existentes no país a “exportar muito bem”.

A.F.

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