Gripe suína: Portugueses que se vacinaram contra a gripe estão “parcialmente protegidos”

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Os portugueses que se vacinaram contra a gripe estão parcialmente protegidos contra o vírus H1N1, disse hoje o virologista Jaime Nina, acrescentando que a gripe suína pode ser tratada com antíviricos já existente no mercado.

"A vacina que foi recomendada para o Inverno passado tinha três componentes, um dos quais era o H1N1, tal como esta nova estirpe. Não era exactamente a mesma e não dá uma protecção tão boa como para estirpe original, mas ainda dá alguma protecção", disse à agência Lusa Jaime Mina, virologista do Instituto Ricardo Jorge.

Jaime Nina falava aos jornalistas no final de áudio-conferência entre técnicos da Direcção-geral de Saúde e do Instituto Ricardo Jorge com os homólogos europeus.

"Não é uma situação tão grave como a verificada em 1918, que era um vírus completamente novo e não havia nenhuma imunidade cruzada contra ele, e é mais grave do que o vírus do ano passado contra o qual todos tínhamos mais ou menos imunidade", acrescentou.

O virologista admitiu a possibilidade de poderem vir a ser detectados casos de infecção pelo vírus da gripe suína em Portugal, adiantando que o tratamento destes casos pode ser feito com recurso a antivíricos que existem no mercado como o Tamiflu, também usado no tratamento da gripe aviária.

"Se for dado no início o Tamiflu é muito eficaz, daí que Direcção-Geral de Saúde insista para que as pessoas que estão doentes vão rapidamente aos serviços de saúde. Se a pessoa ficar uma semana em casa, o antivírico já não faz nada", acrescentou.

Jaime Nina lembrou que existe "um stock bastante largo" deste medicamento na Direcção-Geral de Saúde para responder a uma eventual emergência.

"No caso de haver uma emergência para além do [Tamiflu] que há no circuito comercial há umas largas dezenas ou centenas de milhares de caixas armazenadas na DGS", disse.

Para já, segundo Jaime Nina a única forma que os médicos têm de distinguir a gripe suína de uma gripe normal é apenas com a informação de que a pessoa em causa esteve numa zona afectada.

O virologista lembrou que "o vírus da gripe não se transmite por via digestiva", sendo seguro continuar a comer carne de porco.

"Aparantemente[o vírus] tem mais apetência pelos humanos que pelos porcos. Está a circular nos seres humanos não há qualquer evidência que esteja a circular nos porcos", disse.

O virologista adiantou ainda que este não é o pior cenário em matéria de gripe, lembrando que a passagem do vírus da gripe das aves, o H5N1, aos seres humanos "seria uma situação muito mais grave" por se tratar de um vírus completamente novo.

"Este não é a as nossas defesas imunitárias, mesmo sem antivíricos, podem defender-se parcialmente", sublinhou.

Lembrou por outro lado, que "a haver um vírus esta é a melhor altura possível" por estarmos no fim da estação da gripe.

"Antes de vir o Verão, altura em que, no hemisfério norte, não há transmissão, o vírus tem muito pouco tempo para se propagar. Depois desaparece de circulação e temos uma série de meses para nos prepararmos e com um bocadinho de sorte em Setembro temos vacinas contra esta estirpe", concluiu.

No seguimento da reunião hoje em Lisboa, o director-geral de Saúde, Francisco George, aconselhou os portugueses que regressem de zonas afectadas pela gripe suína e tenham sinais de gripe no prazo de dez dias a contactar a linha de saúde (808 24 24 24).

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