Cavaco Silva dedica dois dias à promoção da Matemática

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O Presidente da República promove amanhã e quinta-feira, o Roteiro para a Ciência, desta vez dedicada à Matemática, através do qual pretende destacar “bons exemplos” e alertar para a importância desta ciência no dia-a-dia.

Com o programa dividido pelos dois dias em Évora, Lisboa e Coimbra, o chefe de Estado irá visitar centros de investigação e empresas que utilizam aplicações de Matemática para “gerar conhecimento e inovação” em áreas tão diversas como a medicina, finanças, segurança, agricultura, transportes ou sismologia.

“É uma forma de mostrar a imprescindibilidade da Matemática, a Matemática está presente em tudo”, sublinhou à Lusa fonte de Belém, adiantando que o objectivo do Presidente da República nesta jornada do Roteiro para a Ciência é uma vez mais mostrar “os bons exemplos” dos centros de investigação e empresas que utilizam aplicações de Matemática.

O programa desta jornada do Roteiro para a Ciência irá começar quarta-feira, às 9h30, na Universidade de Évora, onde Cavaco Silva vai conhecer a aplicação da Matemática na gestão de riscos, com a apresentação de projectos da avaliação de riscos em diversas áreas, como a sismologia, medicina, biologia, indústria e avaliação de riscos associados à esperança de vida e ao mercado de capitais.

De Évora, a comitiva seguirá para Lisboa, para o Instituto Superior de Agronomia, onde se irá falar sobre a aplicação da Matemática na agricultura e na gestão florestal, nomeadamente no que diz respeito à análise quantitativa de apoio à gestão e avaliação dos impactos no risco de incêndio e na viticultura de precisão.

Ao almoço, o Presidente da República vai reunir-se na Fundação Calouste Gulbenkian com 25 especialistas e investigadores das áreas da medicina, engenharia, economia, psicologia e sociologia, todos com “pensamento desenvolvidos na área da Matemática”.

Ao início da tarde, desloca-se à Carris, em Miraflores, para conhecer a aplicação da Matemática nos transportes e na logística. Assim, serão apresentados os programadas de Gestão Integrada do Sistema de Transportes (GIST), inicialmente desenvolvido pela faculdades de Engenharia do Porto e de Ciências de Lisboa, e o Sistema de Representação Geográfica (SIG).

A meio da tarde, Cavaco Silva terá ainda oportunidade para regressar à sua antiga universidade, o Instituto Superior de Economia e Gestão, onde serão dados a conhecer projectos relativos ao centro de matemática aplicada à economia, bem como o “índice ISEG”. Já ao final da tarde, o primeiro dia da quinta jornada do Roteiro para as Ciências terminará no Museu da Ciência da Universidade de Lisboa, onde estão patentes exposições sobre os jogos matemáticos através dos tempos e as olimpíadas de matemática, entre outras.

Na quinta-feira, o programa estará concentrado na Universidade de Coimbra, onde o Presidente da República começará por visitar o Instituto de Robótica e o Instituto das Telecomunicações. Ainda antes de almoço, o chefe de Estado inaugurará o Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde da Universidade de Coimbra, uma instituição que acaba de ser criada.

A quinta jornada do Roteiro para a Ciência irá terminar com um almoço na cantina da Universidade de Coimbra, que juntará o chefe de Estado a 12 jovens galardoados nas Olimpíadas de Matemática. Nesse almoço estará ainda presente a professora Isabel Martins, da escola Maria Alice Gouveia, em Coimbra, distinguida com o Prémio Pitágoras pela Sociedade Portuguesa de Matemática, que a considerou a melhor docente desta disciplina em Portugal.

 

Valores baixos no domínio da Matemática

 

De acordo com dados fornecidos pela Presidência da República, e relativos ao Programa PISA (Programme for International Student Assessment), coordenado pela OCDE, os jovens portugueses apresentam níveis muito preocupantes quanto às competências na área da Matemática.

Ainda segundo a OCDE, Portugal apresenta “valores nos domínios da leitura da Matemática e das Ciências, muito abaixo da média da OCDE”, com cerca de 30 por cento dos jovens com 15 anos a apresentar um desempenho na Matemática igual ou inferior ao nível 1 (nível mais baixo na escala de avaliação), quando a média da OCDE é de 22,9 por cento e, por exemplo, da Finlândia, de apenas cinco por cento.

Contudo, ainda de acordo com informações fornecidas pela Presidência da República, o problema não é apenas dos mais jovens, com a literacia matemática a ser “um problema grave” que afecta em Portugal, assim como em outros países, “uma parte considerável” da população adulta. “Muitas pessoas têm dificuldade em calcular taxas de juro ou fazer a média de consumo de combustível do seu carro”, apontou fonte de Belém à Lusa, considerando que “o problema está na população em geral”.

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