CPLP/Cimeira: Líderes querem “mundialização”” da língua portuguesa”

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Os líderes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) comprometeram-se hoje a partilhar políticas e a criar programas comuns para a “mundialização” da língua portuguesa, através da promoção do seu valor cultural e económico.

Numa declaração sobre a língua portuguesa, aprovada hoje na VII cimeira da organização, os chefes de Estado e de Governo da CPLP destacam a importância de apoiar a introdução do português em organizações internacionais, regionais ou agências especializadas, tornando-o numa “língua global”.

O objectivo dos “oito” passa também por programas comuns para o ensino do português como língua estrangeira, o que será potenciado com a criação de “uma rede de professores certificados dos Estados-membros da CPLP”.

Os líderes lusófonos comprometem-se ainda a “concertar programas que promovam, na cena internacional, o valor cultural e económico do português, designadamente através de projectos comuns suportados pelas tecnologias de informação e comunicação.”

Além de políticas de ensino para a aprendizagem do português, com a formação especializada de professores, os chefes de Estado e de Governo pretendem ainda apostar na formação de tradutores e intérpretes.

Os governantes da CPLP comprometem-se também a desenvolver programas “que permitam a permanente ligação das diásporas às culturas dos seus países de origem e a simultânea integração nos países de acolhimento”, dado que “a língua portuguesa é um factor de união das diásporas” dos Estados-membros da organização.

Congratulando-se pela “futura” entrada em vigor do Acordo Ortográfico nos países que já o ratificaram – Brasil, Cabo Verde, Portugal e São Tomé e Príncipe, os países lusófonos pretendem partilhar experiências e cooperar para a sua “aplicação prática”.

Os chefes de Estado e de Governo da CPLP reiteram ainda a sua confiança no Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), que nos 12 anos da comunidade lusófona não tem funcionado por falta de verbas.

Na declaração, os governantes prevêem uma “crescente afirmação da língua portuguesa no diálogo internacional, tendo em conta as “múltiplas matrizes geopolíticas”, por ser falada em países espalhados por quatro continentes, destacando também o papel das línguas “na criação de mercados e oportunidades de negócios e na integração económica e social”.

A promoção e divulgação da língua portuguesa é uma das prioridades da presidência portuguesa da CPLP nos próximos dois anos.

Na semana passada, o Governo português aprovou uma nova política para a língua portuguesa e a criação de um fundo para projectos nesta área, com um valor inicial de 30 milhões de euros, mas aberto à contribuição de outros países.

Há cerca de 240 milhões de falantes de português no mundo e a língua portuguesa é a terceira mais falada nos continentes africano e europeu.

Segundo projecções baseadas na evolução demográfica dos oito Estados que têm o português como língua oficial, o número de falantes pode totalizar 335 milhões em 2050.

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