Crise/Combustíveis: Vítima poderá ter escorregado ao tentar agarrar-se ao camião

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A GNR dispõe de informações que apontam para o facto de o elemento do piquete de motoristas em Zibreira, Santarém, hoje mortalmente colhido por um camião no bloqueio dos camionistas, ter escorregado ao tentar agarrar-se ao veículo.
O porta-voz da GNR Costa Lima adiantou à Agência Lusa que "as causas exactas" do sucedido só serão conhecidas no final do inquérito (investigação), mas que, "numa primeira análise, por aquilo que foi apurado no local, ficou a sensação, por recolha de opiniões", que a vítima terá "tentado segurar-se ou agarrar-se ao camião e terá escorregado, tendo sido colhido pelo camião".
"Esta é a sensação transmitida ao nosso pessoal" no local, disse o responsável da GNR, insistindo, contudo, que só no decurso do inquérito é que se saberá se houve ou não "dolo (intenção), negligência ou mera infelicidade".
Costa Lima explicou que quando ocorre um acidente deste tipo, causando vítimas mortais, a lei obriga o condutor a ser submetido ao teste de alcoolemia no sangue e também ao despiste de substâncias psicotrópicas/drogas.
A lei obriga também que o condutor seja identificado, sendo o caso remetido para o Ministério Público (MP) e para um juiz de instrução.
Confrontado com informações de que o condutor está detido, disse que "não, nos termos do Código de Processo Penal", mas apenas para ser identificado e lavrado o respectivo auto de notícia.
Segundo Costa Lima, as investigações prosseguem no local do acidente e a GNR está presentemente empenhada em "develver a serenidade", porque no local os "ânimos estão exaltados".
Entretanto, Manuel Agostinho, líder do piquete, disse à Lusa que a vítima é um homem de 52 anos de idade, da transportadora Euro-Ventura.
Segundo o mesmo responsável, o atropelamento foi intencional, e deu-se quando a vítima se afastou do local onde os elementos do piquete almoçavam para tentar parar o camião que circulava a "cerca de 50 quilómetros hora" em direcção a um sinal de "stop".
"Passou por cima do homem. Foi um assassínio. Mas este homem não vai morrer em vão", afirmou exaltado o líder grupo de 20 a 30 camionistas que se encontra à saída do Minipreço, entre a Estrada Nacional 3 e a Auto-Estrada do Norte.
Após o atropelamento, o camionista foi imediatamente detido pela guarda, referiu ainda o líder do piquete.
Agostinho adiantou ainda que o camionista detido tinha sido autorizado a passar um primeiro piquete, em direcção à Auto-Estrada, e que o incidente se deu no segundo piquete de bloqueio ao centro de distribuição Minipreço.
Os camionistas no local prometem agora endurecer os protestos.
"Este era o protesto mais pacífico que aqui estava. Mais agora vai ser mais grave. Agora não passa ninguém", afirmou à Lusa.
No local, onde permanece o corpo, já está o INEM, e a GNR cortou todos os acessos à zona do atropelamento.

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