Apito Final: João Loureiro considera “aberrantes”” decisões da Liga”

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João Loureiro, antigo presidente do Boavista punido com quatro anos de suspensão no processo Apito Final, classificou de “aberrante” a decisão da Comissão Disciplinar (CD) da Liga Portuguesa de Futebol em punir os “axadrezados” com a descida de divisão.
“Em termos objectivos, esta decisão é perfeitamente aberrante. Não faz qualquer tipo de sentido. Construções jurídicas elaboradas sem nenhuma sustentabilidade é demasiado grave e uma grande irresponsabilidade”, justificou.
Em causa está um cúmulo jurídico de descida de divisão do Boavista, a suspensão do ex-presidente (que já não exerce funções desportivas) por quatro anos e uma multa pecuniária de 180.000 euros.
“Lamento profundamente esta decisão. É perfeitamente discutível, para não dizer outra coisa… Pelo que conheço do processo, há todos os motivos jurídicos para o Boavista continuar na primeira divisão. Estão a pôr em causa um clube com 105 anos de história e que tanto já deu desporto nacional”, acrescentou.
O antigo dirigente recorda que “o Boavista ainda está na primeira divisão e estará até decisão final do Conselho de Justiça da Federação” e que está solidário com os actuais órgãos sociais do clube nas medidas que entenderem tomar.
“Estou de consciência tranquila. Estas situações foram analisadas pela justiça comum, com pessoas com dignidade e conhecimentos jurídicos como Maria José Morgado e outros magistrados, e foram arquivadas na justiça comum.
Não só pelos crimes que mais se falava, mas para toda a espécie de crimes, logo também para crimes de coacção. A verificar-se, eles próprios teriam acusado nessa matéria”, prosseguiu.
João Loureiro defende que “neste caso a justiça civil e desportiva deveria ser igual, pois trata-se de situações completamente idênticas”.
“As 16 testemunhas indicadas por mim e pelo Boavista desmontaram em absoluto a tese da acusação, mas não foram tidas em causa. Lamento”, criticou, considerando “inócua” a decisão em relação a si: “Como não sou dirigente desportivo, não posso ser suspenso”.
O ex-presidente não fala em perseguição, mas também não a exclui: “A CD estabeleceu uma estratégia, com ideias bem definidas há meses atrás. É este o sentido para o que estavam a apontar”.
João Loureiro escusa-se a comentar a possibilidade de extinsão do clube – “prefiro guardar isso para momento posterior” – e revelou “completa disponsibilidade para ajudar o clube no que for possível”.

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