Manuela Ferreira Leite candidata-se contra o “sentimento de desgosto e desânimo” no PSD

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Manuela Ferreira Leite afirmou que a sua candidatura à liderança do PSD foi talvez a decisão política mais difícil que tomou, “por um sentido de responsabilidade”, considerando que o seu partido estava desacreditado e desrespeitado.
A ex-ministra das Finanças apresentou hoje a sua candidatura com uma declaração sem direito a perguntas, na sede nacional do PSD, numa sala cheia de militantes, com figuras do partido como Rui Rio, Leonor Beleza, António Capucho ou José Luís Arnaut nas primeira filas da assistência. Pacheco Pereira assistiu à intervenção do lado de fora.
“Estou aqui para vos comunicar pessoalmente que sou candidata à presidência do nosso partido nas próximas eleições directas. Esta foi, talvez, a mais difícil decisão política que tomei até hoje”, declarou.
Manuela Ferreira Leite referiu que “foi necessária uma profunda ponderação”, que todas as considerações de natureza pessoal “apontavam em sentido contrário” ao da decisão que tomou, mas que venceram “as vozes dos militantes” e a sua consciência.
“Estou aqui a pedir-vos o vosso apoio, não por uma ambição de poder ou de vaidade pessoa, mas por um sentido de responsabilidade face ao meu país e ao meu partido”, justificou.
De acordo com a ex-ministra das Finanças, o PSD foi debilitado por sucessivas crises internas e perdeu a credibilidade que tinha no poder e na oposição. “Os portugueses começam já a não nos ouvir”, considerou.
“Incomoda-me muito a falta de respeito com que começam a tratar-nos. Não merecemos”, defendeu Ferreira Leite.
“Candidato-me porque quero, com o contributo de todos, que o nosso partido recupere a sua força reformista, humanista, libertadora da sociedade e das pessoas e seja uma alternativa séria de governação”, acrescentou.
“Sabemos muito bem o que queremos e qual é o nosso lugar na vida cívica dos portugueses, sem temer que o PS alguma vez o ocupe”, sustentou. “A seu tempo desenvolveremos estes temas”, prometeu.
Manuela Ferreira Leite disse ainda querer “demonstrar aos portugueses desiludidos com a política partidária que existe uma alternativa com rumo e responsabilidade”, palavra que repetiu ao longo do seu discurso.
“Sei que os militantes conhecem o meu sentido de dever e de responsabilidade perante o partido e o país”, sublinhou.
Ferreira Leite pediu aos militantes que façam uma “escolha responsável” nas eleições directas de 31 de Maio, salientando que “no próximo ano realizam-se eleições nacionais e locais em datas muito próximas ou até coincidentes e considerando que “o seu resultado é decisivo”para o futuro do PSD.
A ex-ministra dos governos de Durão Barroso e de Cavaco Silva entrou na sala acompanhada pelo ex-presidente do grupo parlamentar do PSD, Luís Marques Guedes, e foi aplaudida pelas dezenas de pessoas que enchiam o espaço.
Algumas pessoas tiveram de ficar no pátio da sede do PSD, onde à saída Manuela Ferreira Leite repetiu a sua intervenção.

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