PSD: Menezes exclui recandidatura e diz que ganhará o candidato que apoiar

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Luís Filipe Menezes excluiu a possibilidade de se recandidatar à liderança do PSD e disse que ganhará o candidato que apoiar, que será “uma segunda escolha” porque a esmagadora maioria dos militantes está consigo.
Entrevistado em directo na SIC-Notícias, o presidente do PSD excluiu uma recandidatura mesmo que “uma vaga de fundo o leve em ombros até ao terreno de luta”, expressão referida pelo jornalista Mário Crespo.
 “Não sou candidato”, declarou.
Luís Filipe Menezes disse ter recebido “centenas, milhares de apelos para ser candidato” desde que anunciou, na quinta-feira à noite, que ia propor a convocação de eleições directas para a liderança do PSD.
“Durante estas 24 horas tenho tido um apoio esmagador do meu partido, o que me faz dizer que qualquer pessoa que venha a ganhar as eleições será alguém que eu apoiarei, que não combaterei, mas será uma segunda escolha porque esse apoio tem-me sido manifestado de uma forma tão evidente”, afirmou.
Questionado sobre se há a possibilidade de reconsiderar a decisão de não ser candidato, Menezes respondeu: “Não, nunca me passou pela cabeça porque a minha posição é muito interiorizada”.
O jornalista Mário Crespo insistiu em saber em que circunstância poderia reconsiderar essa decisão.
“Se Deus viesse à Terra, se Cristo viesse à Terra. Sei que já veio uma vez e que foi fulcral para um presidente do partido assumir uma candidatura e a liderança mas eu julgo que Cristo não virá à Terra tão cedo”, disse Menezes, citando uma frase de Marcelo Rebelo de Sousa.  “Está na altura de o PSD respirar e dizer o que quer. Eu, colocando-me de lado, ajudo a que isso aconteça”, reforçou.
Questionado sobre a data de realização das eleições directas que anunciou que vai propor ao Conselho Nacional do PSD, 24 de Maio, Menezes contrapôs que “a data das eleições será aquela que os candidatos quiserem”
“Não prefiro o dia 24”, disse, salientando contudo que o partido tem estatutos, que “há um prazo mínimo de 30 dias” e que “na maior parte dos países europeus a dissolução de um Parlamento faz-se num dia e 15 dias depois há eleições”.
No início da entrevista, Menezes queixou-se de ter sido ofendido e insultado desde que foi eleito, há cerca de seis meses: “Os portugueses que estão lá em casa, os militantes de base do meu partido por quem lutei tanto ao longo destes meses sabem que no primeiro minuto comecei imediatamente a ter facadas nas costas”.

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