Luxemburgo: Universidade Lusófona quer abrir escola para combater insucesso escolar das crianças por

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A Universidade Lusófona quer abrir uma escola portuguesa no Luxemburgo para combater a "lamentável" taxa de insucesso escolar entre as crianças portuguesas residentes naquele país, disse hoje o administrador daquela instituição, Manuel Damásio.
"A nossa principal finalidade é combater o insucesso escolar, que neste momento é enorme dada a dificuldade (das crianças portuguesas) em compreender o alemão", uma das línguas oficiais no Luxemburgo, disse Manuel Damásio à Agência Lusa.
O administrador da Universidade Lusófona classificou ainda o insucesso escolar no Luxemburgo de "lamentável", acrescentando que coloca "grandes problemas à comunidade portuguesa".
"Queremos responder a uma necessidade, que é de ajudar a comunidade portuguesa a conseguir que haja uma alternativa ao ensino, que é feito em alemão, e que haja a possibilidade de que seja feito também em português", acrescentou.
De acordo com Manuel Damásio, a ideia é que as aulas sejam maioritariamente dadas em português, mas, simultaneamente, seja também leccionado o alemão e o luxemburguês, línguas oficiais no Luxemburgo.
Manuel Damásio indicou que inicialmente o objectivo da Lusófona é dirigido ao ensino básico e secundário, mas não exclui a possibilidade de mais tarde avançar para o superior.
Apesar de ser dirigida aos alunos portugueses, Manuel Damásio garantiu que a escola estará aberta a todas as nacionalidades.
Sublinhando que a instituição que dirige foi contactada por membros da comunidade portuguesa preocupados em resolver o problema dos seus filhos, Manuel Damásio referiu que o projecto está a ser desenvolvido com o apoio da Secretaria de Estado das Comunidades.
Dentro de alguns meses, o projecto da escola será apresentado ao Governo luxemburguês, com o qual a Universidade Lusófona já estabeleceu contactos e de que teve reacções positivas.
"Já estivemos com os directores-gerais do ensino superior e secundário do Luxemburgo, de quem obtivemos uma receptividade total e o desejo muito grande do Governo luxemburguês de ajudar a ultrapassar tal obstáculo", referiu Manuel Damásio.
Em declarações anteriores feitas à Agência Lusa, o embaixador de Portugal no Luxemburgo, Rui Félix Alves, defendeu que a comunidade portuguesa devia investir mais na educação dos filhos.
"O principal problema com que a comunidade se depara é a educação. É pouco elevada e na Europa exige-se um nível educacional elevado", disse o diplomata, acrescentando que os jovens portugueses residentes no país "param os estudos antes do tempo".
No Luxemburgo, residem oficialmente 67.800 portugueses, mas o número real deve ascender a 80 mil.
Os portugueses representam 16 por cento da população do Luxemburgo e 20 por cento da população activa.

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