Santana Lopes diz que só “razões muito fortes” podem explicar declarações do director nacional PJ

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O líder parlamentar do PSD, Pedro Santana Lopes, considerou hoje que só «razões muito fortes» podem explicar as declarações do director nacional da Polícia Judiciária (PJ), Alípio Ribeiro, sobre o «caso Maddie».

«Só razões muito fortes podem explicar o que foi dito», afirmou Santana Lopes, em declarações aos jornalistas à saída da reunião semanal do grupo parlamentar social-democrata.

Caso contrário, acrescentou, as declarações de Alípio Ribeiro «são incompreensíveis».

No sábado, o director Nacional da PJ, Alípio Ribeiro, admitiu que poderá ter havido precipitação na constituição como arguidos de Robert Murat e dos pais da menina inglesa desaparecida de um aldeamento turístico no Algarve, em Maio de 2007.

«Neste momento, a esta distância, com a experiência que tenho de magistrado do Ministério Público (…) talvez devesse ter havido outra avaliação, sobre isso não tenho dúvidas», afirmou Alípio Ribeiro, em entrevista ao programa «Diga Lá Excelência», da Rádio Renascença, numa parceria com o diário Público e com a RTP 2.

À pergunta dos jornalistas sobre se «houve uma certa precipitação?», o director da Judiciária foi peremptório na resposta: «Houve uma certa precipitação!».

De acordo com o líder da bancada parlamentar do PSD, as declarações do director nacional da PJ foram um dos temas abordados na reunião dos deputados sociais-democratas, embora não esteja, para já, prevista qualquer iniciativa em relação a este caso.

«Agora é tempo de recolher informações para não ser injusto e tratar das coisas antes de tempo», disse.

Santana Lopes admitiu, contudo, ter ficado «surpreendido» com as declarações de Alípio Ribeiro.

«Só razões muito fortes que não conhecemos as podem justificar, senão são incompreensíveis», insistiu.

Uma tese que, para Santana Lopes, foi reforçada com as declarações posteriores do ministro da Justiça, Alberto Costa, que manifestou confiança em Alípio Ribeiro.

Entretanto, hoje de manhã, o ministro da Justiça já disse estar disponível para prestar declarações no parlamento sobre este caso, depois de o CDS/PP ter pedido na quarta-feira a sua presença para explicar as palavras do director nacional da PJ.

Na sequência da entrevista de Alípio Ribeiro, o porta-voz dos pais de Madeleine McCann defendeu que as autoridades portuguesas devem retirar o estatuto de arguido ao casal.

A menina britânica Madeleine McCann desapareceu a 03 de Maio de 2007, tendo o mistério e a aparente falta de pistas sólidas e motivações para explicar o sucedido contribuído para transformar este caso num dos processos mais mediáticos de sempre.

Já depois de os próprios pais terem sido constituídos arguidos no inquérito, o processo foi declarado a 14 de Janeiro de especial complexidade, o que permitiu prolongar o prazo do segredo de Justiça por mais três meses.

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