Espanha: Meia centena de trabalhadores portugueses e africanos abandonados sem dinheiro em Palência

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Cerca de 50 trabalhadores portugueses e africanos foram abandonados sem dinheiro em Palência, Espanha, e andam a pedir em instituições de solidariedade, depois de a obra onde trabalhavam ter acabado, denunciou hoje um português residente naquela cidade.

"Estes trabalhadores da construção civil foram contratados a uma empresa portuguesa que os tinha em condições de quase escravatura e que os abandonou sem dinheiro quando a obra acabou", disse à agência Lusa esse português, que está a servir de tradutor junto das autoridades espanholas.

De acordo com a fonte, os portugueses "trabalham 12 horas por dia sem descanso e nunca receberam nada".

"Deram-lhes 80 euros quando vieram para Espanha, há um mês e meio, e mais nada", afirmou, acrescentando que os portugueses andam a pedir em instituições de solidariedade para sobreviverem.

Este caso já foi noticiado pela imprensa local, tendo o jornal "El Norte de Castilla" afirmado que os trabalhadores portugueses e africanos com residência em Portugal já apresentaram queixa junto das autoridades espanholas contra a empresa que os contratou por "os ter abandonado sem pagar nem um euro de salário pelo mês e meio de trabalho".

Esses trabalhadores "chegaram a Palência no passado dia 30 de Setembro e asseguram que desde então têm trabalhado sem dias de descanso e com jornadas de 12 horas", lê-se na edição electrónica do "El Norte de Castilla".

O jornal diz ainda que os trabalhadores foram contratados pela empresa portuguesa Rómulo Branco Construções, subcontratada depois pela Andaluzia de Encofrados y Ferrallas, cujo trabalho depende da Empresa Ibérica de Serviços e Obras, que está a fazer uma obra para a Cementos Portland.

Segundo o jornal, o subdelegado do governo, Raúl Ruiz Cortés, disse que estão a investigar "possíveis incumprimentos da empresa portuguesa Rómulo Branco Construções".

Entretanto, a comissária da Polícia Nacional abriu uma "investigação para determinar as condições de trabalho" dos portugueses e africanos e as autoridades espanholas "garantiram o alojamento dos trabalhadores, que procuraram ajuda junto da Caritas e do Banco Alimentar", lê-se no jornal.

A agência Lusa tentou contactar com um dos portugueses afectados e com a empresa Rómulo Branco Construções, esfirços que até ao momento se revelaram infrutíferos.

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