Pneumonia matou seis mil portugueses em 2006

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A pneumonia matou no ano passado mais de seis mil portugueses, tendo o número de internamentos associados à doença subido 6 por cento, revelam dados do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias citados hoje pelo Diário de Notícias.

Segundo o relatório de 2007 do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias, que será apresentado no final do mês, em 2006 a pneumonia foi a causa de morte de seis mil portugueses, confirmando-se como a principal causa de morte entre as doenças respiratórias.

Apesar da mortalidade por pneumonia se manter estável, com cerca de 18 por cento dos doentes internados nos hospitais a falecer, o número de internamentos aumentou no ano passado 6 por cento em relação ao ano anterior, situando-se acima dos 34 mil.

O número de internamentos não tem em conta os doentes hospitalizados devido a outras patologias, mas que também tinham pneumonia.

«Ao todo o número de casos sobe aos 50 mil», disse ao Diário de Notícias (DN) o pneumologista e presidente da Associação Nacional da Tuberculose e Doenças Respiratórias, Teles Araújo, que justifica o aumento dos casos com o reforço da resistência aos antibióticos e com a idade dos doentes, na maioria com mais de 65 anos.

Segundo dados do relatório, em 91 por cento dos casos a morte por pneumonia ocorreu em doentes idosos.

O Norte e o Centro do país são as regiões com mais casos de internamento devido a doenças respiratórias, mas a mortalidade é maior no Centro e na Madeira.

Relativamente a outras doenças respiratórias, o relatório revela uma tendência de subida do cancro do pulmão, com 4.700 casos de internamento e 32 por cento de mortalidade, mesmo assim menos 1 por cento de óbitos.

Teles Araújo alertou para as falhas da prevenção antitabágica nas escolas, adiantando que os programas se ficam pelo 9º ano, esquecendo os jovens acima dos 15 anos.

Também em sentido crescente estão as doenças alérgicas, como a asma, que abrangem mais de um milhão de portugueses, mas apresentam «mortalidade reduzida» devido ao controlo da doença.

A diminuir está também a tuberculose, apesar de, segundo o relatório, continuar muito alta.

As doenças respiratórias são a terceira causa de morte em Portugal e as pneumonias são responsáveis por 5,3 por cento de todos os internamentos em 2005.

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