Gaita-de-Foles mirandesa é ícone cultural

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O mesmo isolamento que obriga a viajar por estradas espanholas para chegar a Miranda do Douro preservou a originalidade de ícones culturais como a gaita-de-foles mirandesa, que viu reconhecidas as suas singularidades. A delegada regional da Cultura do Norte, Helena Gil, proclamou, no encerramento do I Congresso Internacional da Gaita-de-Foles, em Miranda do Douro, o reconhecimento e padronização da gaita mirandesa. Este reconhecimento simbólico significa que a partir de agora passa a haver normas para a construção e timbre deste instrumento tradicional transmontano.

O padrão foi encontrado no âmbito de um projecto de investigação, apoiado pelo Ministério da Cultura, que no último ano recolheu 25 exemplares, alguns com 200 anos, das mais tradicionais gaitas mirandesas. Com este trabalho, o coordenador do projecto Jorge Lira, espera contribuir para revitalizar e preservar a tradicional gaita mirandesa que estava a desaparecer e a ser substituída por congéneres de outros países, nomeadamente pela gaita galega da vizinha Espanha. Há quase trinta anos, Zé Preto, como é conhecido na sua aldeia da Freixiosa, deu um contributo importante para recuperar a gaita mirandesa. Construiu a primeira aos 15 anos e contabilizou entre “70 a 80” para diversas zonas do país, Espanha e até Itália.

 

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