Exposição lusa vista por mais de 300 mil pessoas

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Cerca de 340 mil pessoas visitaram desde Junho uma exposição sobre o papel de Portugal no Mundo nos séculos XVI e XVII, patente na Smithsonian Institution, em Washington. A exposição “Encompassing the Globe: Portugal and the World in the 16th and 17th Centuries” esteve em exibi-ção até ao passado domingo, na Freer Gallery of Art e na Arthur M. Sackler Galle-ry, da Smithsonian Institution.

Fonte da instituição norte-americana adiantou que se trata da maior exposição que já esteve naquele espaço da Smithsonian Institution e que constituiu um “enorme sucesso” desde a sua inauguração: além do número de visitantes, a exposição obteve boas críticas nas secções de arte dos mais importantes jornais norte-americanos.

No maior complexo de museus do Mundo, a exposição fora inaugurada a 20 de Junho pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, que considerara, na ocasião, que a iniciativa apresentava a ideia de um Portugal pioneiro da globalização na era dos Descobrimentos.

Desde então, estiveram em exibição na prestigiada instituição cultural norte-americana um total de 260 peças de museus e colecções particulares de várias partes do Mundo para mostrar o impacto cultural de Portugal nos séculos XVI e XVII. Naquela que foi a maior exposição sobre Portugal realizada nos Estados Unidos estiveram pa-tentes pinturas, manuscritos, mapas, primeiras edições impressas, sedas e outros objectos testemunhando a influência deixada por Portugal nas rotas comerciais estabelecidas a partir da era dos Descobrimentos.

Entre as obras mais relevantes cedidas por museus portugueses está um quadro do monge flamengo Frei Carlos, intitulado “Ecce homo”, do século XVI, representando Cristo perante o povo, depois de ter sido interrogado pelos romanos. Outra das obras provenientes de Portugal com elevado va-lor histórico é o quadro de José Pinhão de Matos – século XVIII -, designado “Vista de Goa”: uma pintura a óleo que completa ou-tra das obras famosas deste artista: “Pano-rama de Lisboa – partida de São Francisco Xavier para a Índia”.

Além das peças enviadas por grandes museus nacionais, contribuíram com obras para a exposição cerca de 60 instituições e coleccionadores privados de vários países.

O primeiro-ministro português, acompanhado pelos ministros de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, e da Cultura, Isabel Pires de Lima, participou na cerimónia de encerramento da exposição. “Esta exposição celebra o melhor dos portugueses, da sua cultura e da sua vocação universalista”, declarou José Sócrates. Tendo ao seu lado o director da Smithsonian Institution, Julien Raby, o primeiro-ministro considerou que “quem visita a exposição fica impressionado com a sua qualidade, riqueza e significado”. “Esta exposição honra a história dos portugueses. A História de Portugal serve ao resto do mundo e mostra como os portugueses foram, nos séculos XVI e XVII, os percursores da globalização”, acrescentou.

Na sua intervenção, Sócrates foi ainda mais longe nos elogios à exposição: “qualquer governante e qualquer português que veja esta exposição fica esmagado e tocado, porque a História de Portugal acrescentou ao mundo novos mundos”, disse.

Depois de salientar a importância de a exposição “Abraçando o globo” seguir agora para o Centro de Belas Artes de Bruxelas, “num momento em que Portugal assume a presidência da União Europeia”, Sócrates disse já ter discutido a possibilidade de a exposição se transferir mais tarde para Portugal: “o Governo tudo fará para que esta exposição seja vista por todos os portugueses. É importante que todos os portugueses te-nham consciência da História, porque não há futuro sem passado”, declarou.

Da capital norte-americana, a exposição seguirá agora para Bruxelas, onde estará patente entre 26 de Outubro e 3 de Fevereiro de 2008.

Segundo dados da Smithsonian Institution, a exposição custou cerca de 4,8 mi-lhões de dólares – 3,47 milhões de euros -, verba que integra um investimento na ordem dos 500 mil euros feito pelo Minis-tério da Cultura. A Instituição possui vários centros de pesquisas e é composta por 18 museus, divididos por Washington e Nova Iorque, que contam com mais de 142 mi-lhões de artefactos e exemplares à sua guarda.

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