Luís Filipe Menezes: As dez razões que me levam a candidatar

Data:

Nunca escondeu a ambição de liderar o partido. Depois de algumas tentativas falhadas, uma delas bem mediática quando se incompatibilizou com aquilo que na altura chamou de “barões Sulistas” do PSD, nunca desistiu e com a persistência que se lhe conhece ele aí está de novo para disputar com Marques Mendes o direito de ser, para já, líder da oposição…

A recente crise autárquica que o PSD conheceu em Lisboa, e o consequente desgaste do líder Marques Mendes, foi a rampa de lançamento que precisava para se perfilar de novo à liderança do partido. E justiça seja feita. Menezes desta vez soube arrancar e impor a sua alternativa num partido que necessita urgentemente de um reforço de liderança, mas onde não se viam alternativas viáveis. Aproveitando este impasse arrancou com um discurso sério e pragmático e de certa maneira renovado pela experiência que a vida também lhe deu ao longo destes anos. Não é pois, por acaso que as sondagens já revelam alguma tendência favorável, colocando-o uns cinco pontos acima do actual líder Marques Mendes.

O próprio candidato no lançamento da sua candidatura refere expressamente que o faz, entre outras razões para que “nunca mais o PSD seja o principal responsável de processos de auto flagelação tendo por alvo os seus autarcas e os seus dirigentes locais; Sou candidato para que o PSD tenha um discurso claro, propostas inteligíveis e fracturantes. Para que o PSD pense o País, para que o País volte a pensar em nós; Sou candidato para que o PSD não prescinda do seu histórico sentido de Estado, mas assuma em paralelo uma postura de oposição permanente e convicta”.

Mas Luis Filipe Menezes não pretende entrar nesta corrida apenas para liderar a oposição permenentemente. O seu objectivo é vir a ser primeiro ministro já em 2009, como o próprio afirma: “Sou candidato para conduzir o PSD a uma vitória em 2009 e não para conduzir o partido a derrotas honrosas, como a que aconteceu em Lisboa no passado dia 15 (Eleições intercalares para a Câmara de Lisboa)”.

Luis Filipe Menezes sabe bem que o que está em jogo a 28 de Setembro é muito mais do que uma renovação dentro do partido. Com a mediatização e a visibilidade que estas eleições irão ter, está já a fazer discurso político “para fora” , tentando capitalizar a sociedade portuguesa com um olhar especial para os jovens e os desempregados, círculos onde normalmente a esperança +e mais difcil de “plantar”: “quero provar que a vontade do País real pode ser a vontade do PSD e porque quero demonstrar que pode haver uma vitória das bases e dirigentes locais e uma derrota dos interesses instalados.

Sou candidato para dar voz aos desempregados sem esperança, aos jovens sem horizontes, aos idosos abandonados à sua sorte, aos funcionários públicos perseguidos, aos professores diabolizados pelo actual governo, aos pequenos e médios empresários e classe média estrangulados pela politica socialista bem como aos cidadãos a quem todos os dias são cerceados mais e mais direitos sociais”

Luis Filipe Menezes aprendeu bem as lições do passado em que para vencer optou pela caminho da fractura, desta vez assume-se claramente como o candidato agregador de todos na construção do futuro, o candidato que pretende abrir o partido à sociedade; “Comigo todos terão um papel a desempenhar na construção do futuro. Sou candidato para afirmar uma nova atitude descentralizadora. Para que em cada círculo eleitoral só sejam eleitos deputados oriundos desse círculo. Para que o Grupo Parlamentar seja autónomo para escolher a sua equipa dirigente.
 

Emigrantes não votam

Nesta primeiras eleições directas dificilmente os emigrantes poderão votar. Vejamos porquê…

Pela primeira vez os militantes não votarão em delegados e estes por sua vez é que escolherão os líderes como até aqui.

Desta vez será como as eleições para a Assembleia da República, ou seja os militantes votarão directamente no candidato que escolherem. Mas para votar é preciso ter as quotas em dia, ora no estrangeiro o sistema é diferente e não são pagas quotas ao partido em Portugal, pelo que não haverá possibilidade de ter um “recenseamento” que permita saber com rigor quem poderá e quem não poderá votar de facto. A menos que o partido consiga entretanto resolver o problema de alguma forma, mas não se afugura tarefa fácil.

Registe-se gratuitamente na nossa zona reservada onde pode ler a edição em pdf de O Emigrante/ Mundo Português. CLIQUE AQUI

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Share post:

Popular

Nóticias Relacionads
RELACIONADAS

Compal lança nova gama Vital Bom Dia!

Disponível em três sabores: Frutos Vermelhos Aveia e Canela, Frutos Tropicais Chia e Alfarroba e Frutos Amarelos Chia e Curcuma estão disponíveis nos formatos Tetra Pak 1L, Tetra Pak 0,33L e ainda no formato garrafa de vidro 0,20L.

Super Bock lança edição limitada que celebra as relações de amizade mais autênticas

São dez rótulos numa edição limitada da Super Bock no âmbito da campanha “Para amigos amigos, uma cerveja cerveja”

Exportações de vinhos para Angola crescem 20% desde o início do ano

As exportações de vinho para Angola cresceram 20% entre janeiro e abril deste ano, revelou o presidente da ViniPortugal, mostrando-se otimista quanto à recuperação neste mercado, face à melhoria da economia.

Área de arroz recua 5% e produção de batata, cereais, cereja e pêssego cai 10% a 15%

A área de arroz deverá diminuir 5% este ano face ao anterior, enquanto a área de batata e a produtividade dos cereais de outono-inverno, da cereja e do pêssego deverão recuar 10% a 15%, informou o INE.