Incêndios: Área ardida até Agosto inferior à media dos últimos cinco anos

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A Direcção-Geral dos Recurso Florestais fez os cálculos e apresentou os dados: 7081 fogos a que corresponde uma área total ardida de 12275 hectares. Os distritos mais afectados foram os de Santarém, Beja, Vila Real e Braga. O maior incêndio ocorreu no Sardoal: com uma área ardida de 1864 hectares.

Os incêndios em floresta e mato destruíram, entre 1 de Janeiro e 31 de Agosto deste ano, pouco mais de 12 mil hectares, um total inferior à média dos últimos cinco anos, anunciou a Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF).Durante aquele período, registaram-se 7081 ocorrências de fogo – 986 incêndios florestais e 6095 fogachos -, que consumiram uma área total de 12.275 hectares, sendo 6028 hectares de povoamentos florestais e 6247 hectares de matos.

Os maiores valores de área ardida verificaram-se nos distritos de Santarém – 2328 hecta-res – e Beja – 2301 hectares -, indica também o relatório provisório dos incêndios relativo aos primeiros oito meses do ano divulgado pela DGRF.

O maior número de incêndios florestais ocorreu em Vila Real e em Braga – 116 e 109, respectivamente -, enquanto Porto e Lisboa foram os dois distritos mais afectados por fogachos, o primeiro com 1141 registos e o segundo com 733.

Até 31 de Agosto registaram-se 2789 hectares de área agrícola ardida, sendo Santarém o distrito mais afectado neste domínio – 1137 hectares.

Quando comparados os re-gistos deste ano com os valores médios apurados no quinquénio anterior, verifica-se que houve menos 11 mil ocorrências de fogo e arderam menos 156 mil hectares. Os valores deste ano correspondem a 38,6 e 7,3 por cento, respectivamente, dos valores médios das ocorrências de fogo e área ardida do último quinquénio, indica igualmente o relatório da DGRF, o qual abrange as fases Alfa, Bravo e Charlie – esta ainda em curso – de combate aos incêndios florestais.

Das análises mensais de 2007 decorre que o número de fogos registados é sempre inferior aos valores médios mensais em cada um dos cinco anos anteriores: “Esta diferença é expressiva desde Junho, onde em três meses se verificaram menos 8902 ocorrências que as respectivas médias. No mês de Agosto, a área ardida contabilizou menos 84 mil hectares que a média dos cinco anos anterio-res”, refere a DGRF.

Este ano ocorreram grandes incêndios – com área ardida igual ou superior a 100 hecta-res – apenas no período de maior risco, a fase Charlie, que começou a 1 de Julho e termina a 30 de Setembro. A área ardida nestes incêndios – 8229 hectares – corresponde, apro-ximadamente, a 67 por cento do total. O maior incêndio, até 31 de Agosto, ocorreu no Sardoal, distrito de Santarém, com uma área de 1864 hectares.

A Direcção-Geral dos Recursos Florestais, pertencente à orgânica do Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, é o organismo incumbido pelo Governo de contabilizar e divulgar os dados relativos aos incêndios ocorridos em povoamentos florestais, matos e zonas agrícolas. Este ano, os dias de Verão foram menos quentes e secos do que nos anos anteriores e a chuva apareceu por diversas vezes. Essa água vinda dos céus acabou por tornar-se um precioso auxiliar ao trabalho dos bombeiros e será, possivelmente, a principal razão para os números apresentados.

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