Menos 7.450 professores nas escolas públicas no último ano lectivo

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As escolas públicas tinham no último ano lectivo menos 7.450 professores do que no ano anterior, enquanto o número global de alunos na rede do Estado aumentou 13.742, segundo dados do Ministério da Educação.

Segundo o relatório «Perfil do Sistema de Ensino», de Maio de 2007, onde estão compilados dados do Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação (GEPE), houve menos 8.239 professores em todos os estabelecimentos de ensino, públicos e privados, da rede pré-escolar, e dos níveis básico e secundário, no ano lectivo de 2006/2007 em relação ao anterior.

Nos estabelecimentos públicos houve menos 7.450 professores nesse ano.

O terceiro ciclo do ensino básico foi onde se verificou maior redução no número de docentes, que foram menos 4.694 nas escolas públicas e menos 5.439 mas privadas.

Os professores aumentaram, mas residualmente, em apenas dois casos: na rede pré-escolar privada (mais 17 docentes) e nas escolas públicas do primeiro ciclo (mais 35).

Em Novembro passado, a Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, anunciou que, no próximo ano lectivo de 2007/2008, que arranca na próxima semana, deverá haver menos cerca de 5.000 professores contratados nas escolas públicas.

Já o número de alunos aumentou no ano lectivo de 2006/2007: foram mais 21.192 no total, 13.742 dos quais pertencentes a escolas públicas.

O número de alunos cresceu em todos os níveis de ensino – pré-escolar, básico e secundário – com uma única excepção: as escolas públicas perderam 1.378 estudantes no segundo ciclo do ensino básico.

O ensino secundário foi o nível de ensino que registou mais crescimento de alunos, em especial os cursos profissionalizantes, onde houve mais 12.920 estudantes no último ano lectivo.

Segundo o mesmo relatório, o número de escolas também diminuiu, havendo menos 1.611 estabelecimentos de ensino públicos e privados do que em 2005.

A redução mais drástica verificou-se nas escolas com menos de 10 alunos, que passaram de 2.020 no ano lectivo de 2005/2006 para 712 em 2006/2007.

A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, justificou hoje o aumento do desemprego na classe docente com o desajuste entre a oferta de formação superior e as necessidades da rede escolar do Ministério da Educação.

Em conferência de imprensa sobre o arranque do ano lectivo, a governante salientou que «mais de metade dos candidatos a professor são de ciclos de ensino que não estão em crescimento».

«O 1º e 2º ciclos do ensino básico não estão em crescimento. São precisos professores no pré-escolar, no terceiro ciclo e no ensino secundário, sobretudo devido ao aumento da oferta nos cursos de educação e formação e profissionalizantes», afirmou Maria de Lurdes Rodrigues.

«Não se pode impedir ninguém de seguir a carreira de professor, mas os jovens devem conhecer as possibilidades de empregabilidade. Há um desajuste entre a formação superior e as necessidades do ME», disse Maria de Lurdes Rodrigues.

Citando dados da OCDE, a ministra da Educação lembrou que Portugal é o país com menor número de alunos por professor no primeiro ciclo, 11, quando na Holanda e Irlanda este ratio é de 16 e 18, respectivamente.

Já no secundário, as escolas portuguesas têm em média sete alunos por cada docente.

«A ideia de que as dificuldades são provocadas pelo ME porque fecha escolas ou porque recusa postos é falsa. O objectivo da tutela é colocar nas escolas os recursos humanos essenciais ao desenvolvimento das actividades escolares», sublinhou.

O ME anunciou recentemente que pretende encerrar mais 900 escolas no próximo ano lectivo.

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