Volta a Portugal: Cândido Barbosa descansa de amarelo

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Cândido Barbosa (Liberty Seguros) vai repousar merecidamente de camisola amarela, símbolo da liderança da Volta a Portugal em bicicleta, consolidada em Fafe, na quinta etapa, com a sua terceira vitória consecutiva.
Com metade das etapas no bolso, o campeão nacional chega ao dia de descanso com 20 segundos de vantagem sobre o espanhol David Blanco (Duja-Tavira), vencedor de 2006, e sobretudo com um importante capital de confiança para abordar a fase mais complicada da prova.
Ontem, numa ligação de 167,7 quilómetros com início em Felgueiras, o corredor da Rebordosa veio de trás para a frente para bater o italiano António Bucciero (Panaria) e o português Bruno Neves (LA-MSS), num difícil sprint no empedrado de Fafe.
Orientando-se pelos homens da Panaria na abordagem à meta, Cândido, único português a vencer até agora, foi depois lançando por Hector Guerra – com fissuras em duas costelas após a queda da véspera – e passou Bucciero mesmo nos metros finais.
"A 100 metros pensei que não tinha espaço, nem terreno suficiente para passar os adversário. O Hector (Guerra) lançou-me muito bem, mas os últimos 200 metros são muito estreitos", confessou Cândido Barbosa, depois do seu terceiro triunfo na cidade minhota, que lhe valeram mais 10 preciosos segundos de bonificação.
Com três triunfos consecutivos na presente edição, Cândido igualou um feito que não se registava desde o "hat-trick" de Leonel Miranda em 1968, mas desvalorizou a proeza. "Aos 32 anos, continuar a ser um dos homens rápidos e ao sexto dia ter ganho três etapas é fantástico", frisou.
Sem provocar alterações na frente da classificação, à excepção da bonificação do camisola amarela, o exigente final de etapa voltou a evidenciar o bom momento dos favoritos, todos entre os 30 primeiros nomeadamente Óscar Sevilla (Relax), de novo no "top-10" (7º), e José Azevedo (Benfica), que terminou em 13º, procurando evitar surpresas desagradáveis.
De resto, a etapa foi marcada por uma fuga que teve vários figurinos e que, depois da formação de um grande grupo na frente, começou por iniciativa de Ricardo Mestre (Duja-Tavira) e Angel Vicioso (Relax), que se escaparam ao quilómetro 52.
Mais tarde, viriam a ter a companhia de outros sete elementos, entre os quais o espanhol Isidro Nozal (Karpin-Galicia), que era o mais ameaçador para o líder, uma vez que distava então apenas 1.14 minutos de Cândido Barbosa.
Com mais de dois minutos e meio de avanço, Nozal era virtual camisola amarela, situação que vigorou até perto de 20 quilómetros do final, mas a Liberty Seguros anulou a fuga a cerca de 9.000 metros da meta.
A ameaça final veio do enérgico Tiago Machado (Riberalves-Boavista), líder da juventude, que atacou a cerca de dois quilómetros e meio, acabando por ser absorvido já com a meta à vista.
Após seis tiradas (incluindo prólogo), o pelotão cumpre um dia de descanso sexta-feira, antes de atacar a Senhora da Graça na sexta etapa, sábado, num percurso de 143 quilómetros com início em Celorico de Basto.

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