Incêndios: 4.340 hectares ardidos até 29 de Julho

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Os incêndios já destruíram este ano aproximadamente 4.340 hectares de povoamentos florestais e matos, em resultado de 4.713 ocorrências de fogo, de acordo com dados provisórios da Protecção Civil.
Segundo um documento a que a agência Lusa teve hoje acesso, entre 01 de Janeiro deste ano e 29 de Julho, as ocorrências registadas incluem 1.117 incêndios florestais e 3.383 fogachos, que compreendem uma área máxima ardida até um hectare.
Em valores provisórios, por ainda não ter terminado o mês de Julho, os distritos que registaram as maiores áreas ardidas foram Portalegre (1.500 hectares), Setúbal (512) e Beja (489), entre áreas florestais e arborizadas.
No período em análise, o dia que registou o maior número de incêndios florestais foi domingo passado, com 123 fogos, sendo o distrito do Porto o mais fustigado, com 20 fogos, segundo os mesmos dados da Autoridade Nacional da Protecção Civil (ANPC), que coincidem, no essencial, com outras informações da Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF) a que a Lusa também teve acesso.
O ano de 2007, em termos comparativos para área ardida e ocorrências de fogo, apresenta o valor mais baixo registado desde 2000, segundo a DGRF.
O valor mais baixo até agora, em termos comparativos desde 2000, tinha sido registado em 2006, com 16.805,41 hectares e 8.006 ocorrências de fogo.
Em termos de meios no terreno para a fase "Charlie" de combate aos incêndios florestais, de 01 de Julho a 30 de Setembro, a época de maior risco, foram anunciados pelo Governo 8.836 elementos (Bombeiros, GNR, PSP e outros), 1.886 viaturas e 52 meios aéreos.
Durante este período, estão disponíveis 20 helicópteros ligeiros, oito médios e seis pesados, oito aviões Dromadair (aerotanques ligeiros) e seis Airtractor (aerotanques médios), quatro aviões anfíbios pesados (dois Canadair CL 215 e dois Beriev BE 200 ES), de acordo com a Directiva Operacional Nacional da Defesa da Floresta Contra Incêndios.
Em relação aos helicópteros pesados (Kamov 32A11BC) adquiridos pelo Estado e inscritos na Directiva como operacionais a 01 de Julho não estarem ainda em actividade, foram substituídos por aeronaves chilenas, conforme explicou anteriormente à Lusa o subsecretário de Estado da Administração Interna, Fernando Rocha Andrade.
No âmbito da fase "Charlie" e numa altura em que Portugal é visitado por muitos emigrantes e turistas, o secretário de Estado da Protecção Civil, Ascenso Simões, tem acompanhado nos últimos dias acções específicas de informação e sensibilização, inseridas na campanha nacional "Portugal sem fogos depende de todos".
Depois de já ter estado no fim-de-semana passado na fronteira de Vila Verde da Raia, em Chaves, Vila Real, o governante acompanhará terça-feira uma acção de prevenção de incêndios na fronteira de Vilar Formoso, distrito da Guarda, organizada pela ANPC, em colaboração com a GNR e o Governo Civil da Guarda.
Foi nos anos de 2003 e 2005 que se registaram as maiores áreas ardidas em Portugal, sendo que no primeiro caso arderam 425.726 hectares (286.055 em povoamentos florestais e 139.671 em matos) e no segundo 338.262 hectares (213.517 de floresta e 124.745 de matos e incultos), segundo um documento da DGRF.
O maior incêndio registado desde sempre em Portugal foi no concelho de Nisa em 2003, com mais de 49.000 hectares de floresta (carvalhos, sobreiros, azinheiras e eucaliptos) e olivais, vinhas e pastagens, conforme menciona o "livro branco" sobre os incêndios elaborado no âmbito parlamentar.

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