VENEZUELA: Portugueses temem pela sua segurança

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Um grupo de empresários portugueses receosos pela sua segurança reuniu em Caracas com o Embaixador e o Cônsul Geral de Portugal naquele país 

A reunião decorreu em Valles del Tuy, uma localidade, do Estado de Miranda, a 45 quilómetros a sul de Caracas, onde residem aproximadamente 1.500 famílias portuguesas.

Em declarações à Agência Lusa o embaixador Caetano da Silva adiantou que a reunião teve lugar «por iniciativa da própria embaixada e consulado, correspondendo ao interesse da comunidade de Valles del Tuy».

«Procurámos obter informações junto dos representantes da comunidade sobre a situação em concreto, os casos existentes e aquilo que eles próprios já fizeram, no sentido de alertar as diferentes instâncias do poder local e entidades policiais para os problemas de segurança existentes».


«A segunda parte foi dedicada à concertação de uma actuação para o futuro, passos concretos que a Embaixada, o Consulado, as instâncias diplomáticas portuguesas vão dar»
, prosseguiu.

O diplomata escusou-se a avançar com pormenores sobre esses «passos concretos» argumentando que «estamos ainda num plano de acção que vai conhecer desenvolvimentos no futuro».

«O que posso dizer é que decidimos iniciar um diálogo institucional com as diferentes instâncias do poder na Venezuela e as diferentes representações das autoridades venezuelanas, a nível de governação central, de governação do Estado (de Miranda) e dos próprios municípios, no sentido de tentarmos, de uma maneira cooperadora e construtiva, ver que soluções podemos encontrar, conjuntamente, para melhorar a situação de segurança da população portuguesa que vive na região de Valles del Tuy», disse.

Quanto às preocupações da comunidade portuguesa, o diplomata referiu-se a diversos tipos de incidentes como «os assaltos na rua, assaltos a lojas e alguns sequestros que têm acontecido ultimamente naquela região, que são aliás do conhecimento público».


«Neste contexto os problemas de segurança de Valles del Tuy são produto de uma insegurança geral que se vive naquela região não é nada dirigido especificamente contra a comunidade portuguesa, mas como existe forte presença empresarial portuguesa, acabam por ser afectados pela insegurança existente na zona»
, sublinhou.

O diplomata precisou ainda que «os próprios representantes da comunidade foram muito claros ao informar-me que nos contactos que têm feito, com as autoridades policias e municipais, têm encontrado sempre a melhor disponibilidade de parte dos seus interlocutores para ouvir os seus problemas e procurar encontrar soluções».

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