Criança inglesa raptada no Algarve continua sem aparecer

Data:

As autoridades portuguesas, em colaboração com congéneres britânicas e organizações internacionais, procuram há quase cinco dias a menina britânica Madeleine McCann, de três anos, que desapareceu de um complexo turístico na Praia da Luz, Lagos.

Cronologia dos principais acontecimentos:

03 Maio (quinta-feira):

– Uma menina britânica de três anos desapareceu de um complexo turístico na praia da Luz em Lagos, Algarve, enquanto dormia – juntamente com dois irmãos gémeos, de dois anos – e os pais jantavam fora com amigos, num restaurante a cerca de 50 metros do apartamento.

O desaparecimento terá ocorrido – segundo os pais – entre as 21:30 e as 22:00 do complexo Ocean Club, na praia da Luz, Lagos, numa das vezes em que os pais foram do restaurante ao apartamento para ver se estava tudo bem.

Os pais dizem ter dado o alerta pouco depois das 22:00 enquanto a GNR referiu ter sido avisada cerca das 23:50. Depois de alertada, a GNR enviou para o local uma equipa cinotécnica (homem/cão) na tentativa de localizar a criança.

04 de Maio (sexta-feira) 
As buscas da GNR tiveram o apoio da PSP de Lagos e Polícia Judiciária de Portimão, por não estar posta de lado a possibilidade de um rapto.

– A Embaixada Britânica entra em contacto com a família da menina desaparecida no Algarve e com as autoridades portuguesas.

– Os pais da menina inglesa suspeitam que a filha foi vítima de um rapto premeditado, devido à forma como os suspeitos terão entrado no apartamento – sem alertar os gémeos de dois anos – e por não terem levado bens materiais.

– Um amigo do casal afirmou que uma das pessoas no jantar terá visto, no decorrer da refeição, uma “pessoa suspeita” a carregar uma criança ao colo, embora na altura não tenha suspeitado de qualquer coisa estranha, uma vez que aquele é um espaço frequentado por várias famílias.

– Durante a tarde de sexta-feira as autoridades portuguesas decidem envolver um helicóptero da Protecção Civil nas buscas, juntando-se assim às dezenas de elementos no terreno, que incluem efectivos da GNR, agentes da Polícia Judiciária, equipas com cães e bombeiros. Também a Polícia Marítima deslocou para o local lanchas salva-vidas e elementos a pé.

– No mesmo dia os pais da menina inglesa, dois médicos, foram ouvidos pela PJ.

– O jornal britânico The Sun oferece uma recompensa de 15.000 euros a quem der informações sobre o paradeiro de Madeleine McCann.

– Os pais da menina inglesa fazem um primeiro apelo a quem a tenha levado que a deixe regressar para junto deles e afirmam que têm recebido todo o apoio das autoridades portuguesas desde que foi comunicado o desaparecimento de Madeleine.

05 Maio (Sábado):

– As buscas para encontrar Madeleine McCann prosseguiram durante toda a noite ao longo das bermas das estradas, incluindo a que liga a Estrada Nacional 125 (EN 125) à Praia da Luz, Lagos.

– O governador civil de Faro garantiu que as forças de segurança trabalham “em coordenação absoluta” e estão “altamente empenhadas” em encontrar a criança.

– às 12:00 de sábado o director nacional adjunto e responsável pela directoria de Faro da PJ, Guilhermino Encarnação, disse estar em situação de assegurar que a criança terá sido raptada.

Segundo este responsável, todos os caminhos apontam para um crime de rapto da criança e que já existe um “esboço” de um eventual suspeito.

Em conferência de imprensa, o responsável adiantou que a polícia “tem elementos que asseguram o rapto”, acrescentando que este tipo de crime não é só para pedido de resgate, mas inclui também a prática sexual.

Esta foi a primeira declaração oficial da Polícia Judiciária desde o desaparecimento de Madeleine.

– O raio de acção da polícia foi alargado, para aproximadamente três quilómetros e a Polícia Judiciaria começa a trabalhar com a Europol, Interpol, Polícia Britânica e outras entidades europeias que dispõem de elementos que podem ajudar a detectar a criança.

– O embaixador britânico em Portugal informou que chegaram ao Algarve três polícias britânicos para participar nas investigações.

– Inúmeros populares, muitos dos quais cidadãos britânicos residentes na zona, colaboram na procura.

– As investigações estendem-se à orla costeira, tendo a polícia marítima disponibilizado uma lancha e cinco homens para patrulhamento das praias e falésias da zona.

– Dezenas de agentes da Polícia Judiciária inspeccionam as casas vizinhas do bloco de apartamentos.

Munidos de plantas da zona, os agentes passam “a pente fino” as redondezas do apartamento, na Praia da Luz, “batendo” as ruas, casas e jardins em redor do complexo Ocean Club.

– Nas estradas de acesso à Praia da Luz brigadas da GNR efectuam várias operações “stop”.

– Uma lancha salva-vidas, com quatro homens da Polícia Marítima, patrulha a costa.

– A PJ de Faro marcou para as 20:00 uma conferência de imprensa destinada a fazer um novo ponto da situação, mas mais tarde anuncia o cancelamento do encontro com os jornalistas por não haver novos elementos a apresentar publicamente sobre as operações em curso.

– O pai da criança desaparecida voltou a apelar a quem disponha de informações para a localização da sua filha que o comunique às autoridades.

06 Maio (domingo):

– O jornal britânico Daily Mail noticia que um amigo da mãe de Madeleine ofereceu uma recompensa de 100.000 libras (cerca de 147.000 euros) para informações acerca do paradeiro da menina.

– Um inspector do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) afirmou à Lusa que uma eventual fuga do país é “impossível” de evitar, nomeadamente porque há rios fronteiriços que se atravessam facilmente de barco.

– O presidente da Câmara Municipal de Lagos, Júlio Barroso, disse que as buscas para encontrar a menina estenderam-se às freguesias vizinhas e à Mata de Barão de São João.

– Os pais da pequena Maddie fazem a sua terceira declaração pública desde o desaparecimento da filha, agradecendo o apoio da população da Praia da Luz e pedindo que continuem a rezar pela criança.

– A GNR justificou que a fronteira do Guadiana não tem controlo 24 horas por dia, porque isso “seria contraproducente para o sucesso da eventual captura de um suspeito”.

– Mais de 60 horas após a menina britânica Madeleine ter desaparecido as autoridades policiais prosseguem as buscas incessantemente, mas remetendo-se ao silêncio quanto aos resultados da investigação.

– A pacata vila da Praia da Luz, escolha turística de eleição dos britânicos, transformou-se nas últimas 72 horas na capital mediática do Reino Unido, com a chegada de dezenas de repórteres e de um “batalhão” de meios pouco usuais em Portugal.

07 Maio (segunda-feira):

– O criminalista Barra da Costa afirmou ter informações de que o sequestrador da menina britânica Madeleine McCann poderá ser um cidadão inglês.

Em declarações à agência Lusa, o ex-inspector chefe da Polícia Judiciária (PJ) disse ter indicações de que o “retrato falado” aponta para que o sequestrador seja um “homem alto, de cabelo curto”, e que provavelmente foi visto, por detrás, naquela zona há alguns dias.

– As autoridades alargaram para 15 quilómetros o raio das buscas em torno do apartamento do qual desapareceu quinta-feira a menina inglesa Madeleine, com 60 efectivos aos quais se juntaram 30 populares.

A procura foi estendida a várias zonas do concelho de Vila do Bispo e à Barragem da Bravura.

Pensafrim, Espinhaço de Cão, Budens e Espiche são algumas das povoações que foram inspeccionadas por militares da GNR, elementos da Protecção Civil e bombeiros.

As zonas rurais de Colinas Verdes e Sargaçal estão a ser percorridas por homens e cães das patrulhas de busca e salvamento da GNR chegadas de Lisboa.

– A mãe da criança inglesa apelou novamente à pessoa “que está ou esteve” com a filha para que não lhe faça mal e para que a deixe voltar para a família.

– A Polícia Judiciária (PJ) anunciou que as investigações sobre o desaparecimento de Madeleine McCann “têm permitido a recolha de dados e informações que podem vir a revestir relevante interesse”, mas escusou mais pormenores.

A Judiciária diz que “as autoridades nacionais têm contado com a permanente colaboração das autoridades policiais estrangeiras congéneres e ainda a INTERPOL e da EUROPOL”.

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